Porto Alegre, domingo, 02 de agosto de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
domingo, 02 de agosto de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Infraestrutura

- Publicada em 08h00min, 07/01/2019.

Sport Club Internacional adere ao mercado livre de energia e projeta reduzir custos

Medida permitirá uma economia de R$ 1 milhão ao ano na conta de luz do estádio Beira-Rio

Medida permitirá uma economia de R$ 1 milhão ao ano na conta de luz do estádio Beira-Rio


Cesar Lopes/PMPA/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
O amante de futebol vê o estádio do seu time do coração como um lar. Dentro desse princípio, o torcedor colorado vai ficar feliz em saber que seu clube está cuidando de algo que preocupa qualquer casa: a conta de luz. Para diminuir seus gastos, o Sport Club Internacional decidiu ingressar no mercado livre de energia (formado por grandes consumidores que podem escolher o seu fornecedor de eletricidade) para atender a todo o consumo do Beira-Rio. O vice-presidente de Administração do Inter, Alessandro Barcellos, antecipa que a solução encontrada gerará uma economia na ordem de R$ 1 milhão por ano.
O amante de futebol vê o estádio do seu time do coração como um lar. Dentro desse princípio, o torcedor colorado vai ficar feliz em saber que seu clube está cuidando de algo que preocupa qualquer casa: a conta de luz. Para diminuir seus gastos, o Sport Club Internacional decidiu ingressar no mercado livre de energia (formado por grandes consumidores que podem escolher o seu fornecedor de eletricidade) para atender a todo o consumo do Beira-Rio. O vice-presidente de Administração do Inter, Alessandro Barcellos, antecipa que a solução encontrada gerará uma economia na ordem de R$ 1 milhão por ano.
O dirigente informa que, a partir de março, o clube já estará consumindo energia do mercado livre. Assim, o Beira-Rio deixará de ser um consumidor cativo da CEEE-D, tendo que pagar para a concessionária apenas pela conexão na rede (chamado no jargão do setor elétrico de "pagar o fio"), um valor que é bem mais módico do que a conta original. Barcellos salienta que os contratos com as novas fornecedoras de energia foram firmados para os próximos cinco anos. Em 2019, quem fornecerá a eletricidade para o Internacional será o Grupo Electra e, posteriormente, de 2020 a 2023, será a Cemig.
O gasto do Internacional com a luz sofre oscilações sazonais, mas é estimado entre R$ 400 mil a R$ 450 mil por mês (levando em consideração o Beira-Rio e o Parque Gigante - onde se encontra o Centro de Treinamento do clube e que equivale a menos de 10% do valor total).
Barcellos revela que, depois de consolidar a migração do estádio, a ideia é tomar a mesma atitude com o Parque Gigante ou aproveitar a geração fotovoltaica para abastecer o complexo.
A Perfil Energia foi a empresa que auxiliou o Inter a fazer a transição para o mercado livre. O gerente de negócios da companhia, Luiz Alberto Krummenauer, detalha que a energia que alimentará o Beira-Rio, dentro desse ambiente, será proveniente de fontes renováveis, como eólica, solar, pequenas centrais hidrelétricas ou biomassa (queima de matéria orgânica). "Por isso, a Perfil tem uma sistemática de certificar os seus clientes com base em protocolos internacionais de emissão de gases que provocam o efeito estufa (como o de Kyoto)", comenta.
Krummenauer complementa que a certificação é feita por uma empresa independente de auditoria e que todo ano, a partir de 2019, o Inter receberá um certificado informando quantas toneladas de gases que contribuem para o efeito estufa o clube deixou de emitir por adquirir uma energia renovável.
O vice-presidente de Administração do Internacional cita, ainda, entre outras ações adotadas no Beira-Rio relativas à sustentabilidade, a instalação de membranas, durante a reforma do complexo, que servem para captar a água da chuva, reduzindo o consumo de água. Barcellos lembra, também, que a estrutura possui uma central de resíduos e convênio com uma cooperativa de catadores (Catapoa) para reciclar os detritos que são produzidos nos dias de jogos.
Comentários CORRIGIR TEXTO