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- Publicada em 05h33min, 03/01/2019.

Brasileiro quer juntar dinheiro para pagar dívidas

Expectativa da população é conseguir sair do vermelho neste ano

Expectativa da população é conseguir sair do vermelho neste ano


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

Pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.

Pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que as principais metas financeiras do brasileiro para 2019 são juntar dinheiro para pagar dívidas.

Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados pretende juntar dinheiro em 2019, e 37%, "sair do vermelho". Sete em cada 10 entrevistados (72%) estão otimistas com o cenário econômico de 2019, e 72% acreditam que sua vida financeira será melhor. Apenas 8% acham que sua situação vai piorar, e 6% acreditam que ficará igual. Os que esperam enfrentar problemas financeiros mencionaram como consequências comprar menos (55%), dificuldade em manter as contas em dia (51%) e guardar dinheiro (50%), além de substituir marcas que consomem por produtos mais baratos (23%).

"À medida em que o novo governo anuncia seus projetos para o País, aumenta o clima de otimismo com a retomada da economia, que deve começar a ser percebido a partir do segundo semestre", disse José César da Costa, presidente da CNDL.

Entre os otimistas, as perspectivas para este ano são manter os pagamentos das contas em dia (69%), fazer reserva financeira (59%) e realizar algum sonho de consumo (57%).

Foram entrevistadas 702 pessoas, entre os dias 27 de novembro e 10 de dezembro de 2018, de todas as classes sociais, em todas as regiões brasileiras. Seis em cada 10 entrevistados (58%) acreditam que os efeitos da crise terão impacto ainda neste ano. Os entrevistados pretendem organizar ou controlar mais as contas da casa (51%), pesquisar mais os preços (50%), aumentar a renda com trabalho extra (44%) e evitar o cartão de crédito (44%).

Entre os principais temores estão não conseguir pagar as contas (61%), não guardar dinheiro (45%), abrir mão de determinados confortos no dia a dia (34%), não obter um emprego (28%) e perder o emprego (20%). "Apesar de os brasileiros continuarem sentindo os efeitos da crise, a possibilidade de crescimento da economia impõe novos desafios para o sucesso de projetos pessoais, que passará pela capacidade do consumidor de controlar o orçamento, planejar e poupar", disse Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

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