Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Mercado financeiro

Notícia da edição impressa de 31/12/2018. Alterada em 31/12 às 01h00min

Bolsa brasileira tem ganho de 15,03% no ano

Desempenho é muito superior aos principais índices mundiais e frente aos emergentes

Desempenho é muito superior aos principais índices mundiais e frente aos emergentes


MARCOS GILCERIO/VISUALHUNT/DIVULGAÇÃO/JC
Em um ano marcado por eleição presidencial e turbulências no mercado externo, a bolsa brasileira encerra 2018 com valorização de 15,03%, desempenho muito superior aos principais índices mundiais e também na comparação com os pares emergentes.
Em um ano marcado por eleição presidencial e turbulências no mercado externo, a bolsa brasileira encerra 2018 com valorização de 15,03%, desempenho muito superior aos principais índices mundiais e também na comparação com os pares emergentes.
O mercado acionário brasileiro se descolou da turbulência externa na esteira do otimismo eleitoral e com a perspectiva de recuperação da economia brasileira após anos de recessão. Analistas projetam mais um ano de alta para a bolsa em 2019 - as estimativas apontam o Ibovespa entre 112 mil a 150 mil pontos. A confirmação de cenário dependerá, porém, da aprovação de reformas, especialmente a da Previdência, e também de uma acomodação nos mercados internacionais.
O Ibovespa saltou de 76 mil a 87 mil pontos ao longo do ano, mas ficou abaixo da máxima histórica atingida logo após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse nesta terça-feira. Fechou na sexta-feira (28/12), o último pregão do ano, cotada a 87.887 pontos, com alta de 2,83%. Na máxima do ano, o índice renovou recordes perto de 90 mil pontos, mas não conseguiu superar esse patamar.
A escalada da bolsa e o descasamento do cenário externo ficou evidente a partir de outubro. O disparo do Ibovespa foi reflexo do otimismo dos investidores locais com a consolidação de Bolsonaro na preferência dos eleitores. O então candidato arrebanhava votos calcado na oposição ao petista Fernando Haddad e com promessas de uma agenda liberal e reformista na economia, simbolizada pela indicação de Paulo Guedes para ministro da Economia.
O movimento de alta foi puxado pelos investidores locais, enquanto estrangeiros deixavam o País receosos da piora no cenário externo. Dados da B3 mostram que investidores estrangeiros sacaram mais de R$ 11 bilhões da bolsa no acumulado do ano, fluxo evidente a partir de outubro. Foi quando esses investidores começaram a projetar desaceleração mais brusca da economia global, turbinada pelo receio de uma piora na disputa comercial travada entre Estados Unidos e China. O petróleo recuou mais de 40% desde então, e as bolsas americanas rumaram ao terreno baixista - o bear market, jargão do mercado que indica queda de mais de 20% após um pico recente.
Ao cenário já conturbado somou-se um posicionamento do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) pouco empático com o mercado financeiro no final de dezembro. A decisão de elevar os juros na última reunião do ano era amplamente esperada pelos analistas. Isso ocorreu após investidores já terem experimentado turbulências causadas pelo Fed ao longo do ano. O processo começou em maio, quando o Fed indicou uma aceleração do ritmo de alta de juros nos Estados Unidos.