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Tecnologia

- Publicada em 00h57min, 02/01/2019. Atualizada em 16h22min, 14/01/2019.

Yuool traz ao Brasil tênis feito com lã inteligente

Glitz diz que o desempenho das vendas superou as expectativas dos empreendedores

Glitz diz que o desempenho das vendas superou as expectativas dos empreendedores


/MARCO QUINTANA/JC
Acostumados a inovar no mundo financeiro, os ex-XP Investimentos e hoje à frente de diversas operações de fintechs, Eduardo Glitz, Pedro Englert e Marcelo Maisonnave decidiram colocar a sua energia empreendedora em um mercado tradicional, o calçadista. Com investimentos de R$ 4 milhões, iniciaram em janeiro de 2017 a venda do tênis Yuool, primeiro calçado feito com a lã nobre de Merino, uma espécie de ovelha muito comum na Nova Zelândia. E não é que o resultado está sendo superior ao que eles mesmos esperavam?
Acostumados a inovar no mundo financeiro, os ex-XP Investimentos e hoje à frente de diversas operações de fintechs, Eduardo Glitz, Pedro Englert e Marcelo Maisonnave decidiram colocar a sua energia empreendedora em um mercado tradicional, o calçadista. Com investimentos de R$ 4 milhões, iniciaram em janeiro de 2017 a venda do tênis Yuool, primeiro calçado feito com a lã nobre de Merino, uma espécie de ovelha muito comum na Nova Zelândia. E não é que o resultado está sendo superior ao que eles mesmos esperavam?
"O produto pegou uma tração fora do comum. Esperávamos vender 2 mil unidades e fechamos 2018 com quase 10 mil pares. Abrimos operação na Itália em novembro e nos dois primeiro meses vendemos o dobro que no mesmo período aqui no Brasil", comemora Glitz. O faturamento da empresa já supera os R$ 600 mil.
O processo de tecelagem da lã é feito na Itália, por um parceiro da marca. Depois disso, os rolos são enviados ao Brasil, onde são transformados em tênis. O design é brasileiro e a produção é feita no Rio Grande do Sul.
A lã de merino é inteligente, já que se adequa termicamente - apesar de atuar como um isolante térmico e proteger até de invernos rigorosos, o tênis se mantém fresco no verão. Além disso, é leve, pode ser usado sem meia e ser lavado na máquina.
Por enquanto, há um único modelo do Yuool, que atende homens e mulheres e é vendido em oito cores diferentes. "Não tenho dúvida de que esse é o tênis mais confortável que uma pessoa vai colocar no pé. Prova disso é que a taxa de conversão em venda de quem experimenta é altíssima", destaca Glitz.
O segmento de atuação da Yuool é tradicional, mas evidente que, em se tratando deste time, a inovação está presente. Uma delas é que a startup é uma Digitally Native Vertical Brand (DNVB) - empresa nascida na era digital, focada em clientes digitais e com venda direta para o cliente final, sem canais de distribuição. Neste caso, está disponível pelo site www.yuool.com.br.
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Glitz conta que isso possibilita que um produto premium - esse tecido é o mais caro existente no mercado para ser transformado em sapato para ser vendido em série - possa chegar aos consumidores com um preço de mercado. "Tiramos o custo de aluguel de lojas em shopping, de comissão a vendedores e de estoque, e isso impactou diretamente no preço", revela. O Yuool está sendo comercializado por R$ 349,00. Se o modelo de vendas fosse o tradicional, dificilmente sairia por menos de R$ 700,00.
O público-alvo da startup são as pessoas inovadoras, que gostam de experimentar produtos diferentes. A startup aproveita os eventos da StartSe - plataforma da qual os três empreendedores são sócios e que conecta startups por meio de cursos, missões e conteúdo on-line - para vender os tênis.
Depois de um primeiro ano surpreendente, o foco para 2019 é aumentar a exposição do Yuool. "A nossa meta é vender pelo menos cinco vezes mais pares que em 2018, chegando a 50 mil pares, além de consolidar a nossa posição na Europa e, quem sabe, iniciar operações nos Estados Unidos e China", conta Glitz. Não dá para duvidar dessa turma.
Mas, o ímpeto de investir em novos negócios deve parar por aí. "Vimos a perspectiva de mexer com o mercado ao apostar no Yuool, mas não é nossa ideia estar em mais projetos que não sejam fintechs. O nosso desafio agora é fazer os nossos negócios atuais seguirem em um ritmo cada vez mais acelerado", acrescenta o gestor.
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