Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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mercado financeiro

Notícia da edição impressa de 21/12/2018. Alterada em 21/12 às 01h00min

Incerteza externa leva Ibovespa a cair 0,47%

O mercado brasileiro de ações ensaiou uma recuperação das perdas recentes nesta quinta-feira (20), mas esbarrou no mau humor das bolsas de Nova Iorque e principalmente na forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O temor de desaceleração da economia global e a frustração com as sinalizações dadas na véspera pelo Federal Reserve continuaram a ecoar nos mercados, o que intensificou a aversão a ativos de risco. Com isso, o Índice Bovespa, que mais cedo chegou a subir mais de 1%, fechou em baixa de 0,47%, aos 84.269 pontos.
O mercado brasileiro de ações ensaiou uma recuperação das perdas recentes nesta quinta-feira (20), mas esbarrou no mau humor das bolsas de Nova Iorque e principalmente na forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O temor de desaceleração da economia global e a frustração com as sinalizações dadas na véspera pelo Federal Reserve continuaram a ecoar nos mercados, o que intensificou a aversão a ativos de risco. Com isso, o Índice Bovespa, que mais cedo chegou a subir mais de 1%, fechou em baixa de 0,47%, aos 84.269 pontos.
As diversas incertezas do cenário internacional acertaram em cheio as ações de empresas ligadas a commodities. O petróleo definiu tendência de baixa ainda pela manhã, em meio às preocupações com a política monetária dos Estados Unidos e o temor de que a produção da commodity esteja acima do esperado. Os futuros de petróleo em Londres e Nova Iorque ampliaram as perdas no final da tarde, com quedas em torno de 5%. Assim, levaram Petrobras ON e PN a fecharem com perdas de 2,42% e 3,42%, nesta ordem. A alta dos preços do minério de ferro não evitou a instabilidade nas ações da Vale, que alternaram sinais ao longo do dia e terminaram o dia com baixa de 0,40%.
Com o resultado desta quinta, o Ibovespa passa a contabilizar queda de 2,49% no acumulado da semana e de 4,73% no mês. No entanto, a alta nominal de 11,61% em 2018 coloca a bolsa brasileira entre as que mais subiram no ano.
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Cotação do dólar à vista tem queda para R$ 3,8420

O dólar teve novo dia de queda, amparado pelo enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional, tanto ante divisas fortes, como o euro, como de emergentes, e pela entrada do Banco Central no câmbio, que despejou US$ 1 bilhão no mercado para dar liquidez. Nos emergentes, o real foi uma das moedas que mais ganharam valor em relação ao dólar, enquanto cresceu no mercado financeiro internacional a preocupação com a desaceleração da economia mundial, que provocou novo tombo nos preços do petróleo e fez as bolsas em Nova Iorque fecharem em forte baixa. O dólar para janeiro caiu 1,41%, a R$ 3,8420.

Um termômetro do forte enfraquecimento da moeda dos Estados Unidos foi o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, que registrou queda de 0,88% no final da tarde, a 96,183 pontos, atingindo mínimas desde meados de novembro. Em meio ao aumento da aversão ao risco lá fora, o Credit Default Swap (CDS) do País, uma medida do risco Brasil, subiu para 206 pontos-base.