Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Política Monetária

Notícia da edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 13/12 às 01h00min

Copom decide manter Selic em 6,50% ao ano

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
A decisão - a última de 2018 - era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. Esta foi a sexta vez consecutiva que o Copom não alterou os juros básicos da economia.
Ao justificar a decisão, o BC afirmou por meio de comunicado que a atividade econômica segue em recuperação gradual e, ao mesmo tempo, que as medidas de inflação subjacente estão em níveis "apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária".
Ao abordar os riscos para seu cenário básico, o BC voltou a listar três fatores principais, que atuam "em ambas as direções". Primeiro, o BC chamou a atenção para "o nível de ociosidade elevado" da economia, que "pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado". Neste caso específico, o comitê avaliou que "houve uma elevação do risco".
Em segundo lugar, o BC voltou a citar que "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Para o BC, este segundo risco se intensifica no caso de "deterioração do cenário externo para economias emergentes". Esta deterioração no exterior é o terceiro risco considerado pela instituição.
O BC, no entanto, afirmou que o segundo risco, ligado à frustração com as reformas, passou por "arrefecimento". Ao mesmo tempo, a instituição voltou a afirmar que o segundo e o terceiro risco - este ligado ao exterior - possuem maior peso em seu balanço.
No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2018 de 4,4% para 3,7%. No caso de 2019, a expectativa foi de 4,2% para 3,9%. Já a projeção de inflação para 2020 neste cenário passou de 3,7% para 3,6%.
No cenário de referência, em que o BC utilizou nos cálculos uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,85, a projeção para o IPCA em 2018 passou de 4,4% para 3,7%. No caso de 2019, o índice projetado foi de 4,2% para 4,0%. A projeção de inflação para 2020 no cenário de referência passou de 4,1% para 4,0%.
O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto (2,5% a 5,5%)