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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Política Monetária

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 13/12 às 01h00min

Copom decide manter Selic em 6,50% ao ano

Os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiram, por unanimidade, manter a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Com isso, a taxa permaneceu no nível mais baixo da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.
A decisão - a última de 2018 - era largamente esperada pelos economistas do mercado financeiro. Esta foi a sexta vez consecutiva que o Copom não alterou os juros básicos da economia.
Ao justificar a decisão, o BC afirmou por meio de comunicado que a atividade econômica segue em recuperação gradual e, ao mesmo tempo, que as medidas de inflação subjacente estão em níveis "apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária".
Ao abordar os riscos para seu cenário básico, o BC voltou a listar três fatores principais, que atuam "em ambas as direções". Primeiro, o BC chamou a atenção para "o nível de ociosidade elevado" da economia, que "pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado". Neste caso específico, o comitê avaliou que "houve uma elevação do risco".
Em segundo lugar, o BC voltou a citar que "uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária". Para o BC, este segundo risco se intensifica no caso de "deterioração do cenário externo para economias emergentes". Esta deterioração no exterior é o terceiro risco considerado pela instituição.
O BC, no entanto, afirmou que o segundo risco, ligado à frustração com as reformas, passou por "arrefecimento". Ao mesmo tempo, a instituição voltou a afirmar que o segundo e o terceiro risco - este ligado ao exterior - possuem maior peso em seu balanço.
No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado - que utiliza expectativas para câmbio e juros do mercado financeiro, compiladas no relatório Focus -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2018 de 4,4% para 3,7%. No caso de 2019, a expectativa foi de 4,2% para 3,9%. Já a projeção de inflação para 2020 neste cenário passou de 3,7% para 3,6%.
No cenário de referência, em que o BC utilizou nos cálculos uma Selic fixa a 6,50% e um dólar a R$ 3,85, a projeção para o IPCA em 2018 passou de 4,4% para 3,7%. No caso de 2019, o índice projetado foi de 4,2% para 4,0%. A projeção de inflação para 2020 no cenário de referência passou de 4,1% para 4,0%.
O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,0%, com margem de 1,5 ponto (2,5% a 5,5%)
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