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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Edição impressa de 13/12/2018. Alterada em 13/12 às 01h00min

Mais de 40% dos formados ocupam empregos de menor qualificação

Número de brasileiros com nível superior chegou a 13,9% em 2018

Número de brasileiros com nível superior chegou a 13,9% em 2018


/FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC

Pelo menos 44,2% dos jovens entre 24 a 35 anos formados no Ensino Superior exercem atualmente trabalhos que requerem menor qualificação do que a escolaridade adquirida. Em 2012, a taxa era de 38%. Os dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Segundo a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Maria Andrea Lameiras, o estudo mostra que a economia ainda não consegue gerar postos de trabalho compatíveis com o aumento da escolaridade da população. O percentual de brasileiros com nível superior passou de 10,2% em 2012 para 13,9% em 2018 e o número de trabalhadores com nível superior passou de 13,1 milhões para 19,4 milhões no mesmo período. "Hoje temos uma população ocupada cada vez mais escolarizada, um momento forte no número dos que têm diploma universitário, mas um terço não consegue emprego compatível."

A proporção de trabalhadores com nível superior, que exercem função de menor qualificação, está em 38%, o maior índice da série histórica, iniciada em 2012, quando a taxa era de 33%. Com a crise econômica iniciada em 2014, diminuiu o número dos que conseguem cargo compatível com a escolarização e, consequentemente, eles tiram as vagas de quem não tem graduação.

A diferença salarial entre a população de nível superior ocupada em cargo compatível e a que exerce função abaixo de sua qualificação também cresceu. Em 2012, a diferença era de 46% e no terceiro trimestre de 2018 subiu para 74%. "Ou seja, um trabalhador que tem um diploma e uma função compatível ganha R$ 5,7 mil. E um trabalhador que também tem um diploma superior, mas que não tem emprego compatível, está ganhando R$ 3,2 mil", explica. 

O estudo mostra que a recuperação do País está moderada. A taxa de desocupação caiu no trimestre móvel encerrado em outubro, ficando em 11,7%. Porém, houve aumento de 10,4% no número de pessoas subocupadas, que trabalham menos de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar mais, chegando a 7 milhões, na comparação com o mesmo período de 2017.

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