Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Setor Automotivo

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 07/12 às 01h00min

Vendas de veículos têm melhor saldo desde 2015

Resultado supera a meta do segmento de crescer 13,7% no ano

Resultado supera a meta do segmento de crescer 13,7% no ano


MARCO QUINTANA/JC/MARCO QUINTANA/JC

A comercialização de veículos novos atingiu neste ano o melhor desempenho desde 2015, compensando de certa forma o fraco desempenho das exportações no setor. De janeiro a novembro, foram licenciados 2,3 milhões de unidades, uma alta de 15% em relação a 2017. Essa taxa supera a meta do setor, que era crescer 13,7% no ano.

"Fomos surpreendidos por esse resultado e estamos vendo um consumidor interessado em comprar e condições favoráveis aos negócios, já que temos oferta de crédito e baixa inadimplência", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale.

Megale manifestou otimismo com a possibilidade de ser mantido esse aquecimento e de melhora nas vendas externas no próximo ano. De acordo com o executivo, a crise na Argentina, para onde seguem 70% das encomendas externas, contribuiu para que as exportações fechem o ano abaixo da meta inicial de vendas, que era de 700 mil - a previsão é de que fique em 650 mil unidades comercializadas.

Megale acrescentou que, enquanto não ocorre a retomada da economia argentina, as montadoras estão "fazendo um esforço" para explorar novos mercados. Entre os países em que se espera uma compensação pela queda das vendas na Argentina, estão o Chile e a Colômbia e até mesmo parcerias incomuns, caso da Rússia, que mostrou interesse na compra de caminhões pesados.

No mês passado, a produção de veículos caiu 6,9% em relação à de outubro e foi 1,6% inferior à de novembro do ano passado, sob a influência da falta de dinamismo nas exportações. No acumulado até novembro, porém, o resultado da produção já é o melhor desde 2015, tendo atingido 2,7 milhões de unidades, com aumento de 8,8% sobre 2017. O recuo da produção em novembro foi acompanhado por demissões. No mês passado, as montadoras eliminaram 120 vagas. No entanto, em 12 meses, o saldo segue positivo, com 3.260 postos criados. Hoje, o setor conta com 131.254 funcionários, 2,5% a mais que em novembro do ano passado.

Segundo Megale, o otimismo do setor está ancorado na expectativa de uma boa interlocução com a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e na execução do programa Rota 2030, que ele acredita será definido até o final deste ano, levando o setor a implementar mais eficiência tecnológica e a se impor perante o mercado mundial. Megale disse ainda que espera do novo governo apoio às reformas estruturais, entre as quais a tributária.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia