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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 05/12/2018. Alterada em 05/12 às 01h00min

Produção industrial sobe apenas 0,2% em outubro

A produção industrial brasileira avançou 0,2% em outubro, após apresentar três quedas consecutivas nos meses anteriores, divulgou o IBGE ontem. A alta foi motivada, em grande parte, pelos bens de consumo duráveis (produção de automóveis). Embora tenha voltado ao patamar positivo, o percentual frustrou as expectativas do mercado, que previa avanço superior a 1% no índice. No ano, a indústria acumula alta de 1,8%, enquanto em 12 meses há variação positiva de 2,3%. A greve dos caminhoneiros, o período eleitoral e a crise na Argentina influenciam na recuperação lenta da indústria em 2018.

Com o resultado de 0,2% em outubro, a produção industrial encontra-se 16,2% distante do ponto mais alto da série histórica, alcançado em maio de 2011. Desta maneira, ela está em patamar semelhante ao de março de 2009.

"Crescer 0,2% é positivo, mas não significa reversão no ritmo lento da indústria", pontua André Macedo, coordenador de Indústria do IBGE. "A produção industrial deve fechar o ano em terreno positivo, mas os resultados mostram um arrefecimento da recuperação."

Macedo pontua que a crise na Argentina, a greve dos caminhoneiros e o período eleitoral contribuem para explicar o ritmo mais lento da indústria. No primeiro quadrimestre do ano, tínhamos uma expansão de 4,4%, relembra o coordenador. No acumulado até outubro, o percentual está em 1,8%.

" A redução do canal de exportação para a Argentina, os efeitos negativos da greve dos caminhoneiros e as incertezas eleitorais contribuíram para reduzir a confiança do investidor. Por outro lado, o mercado de trabalho que ainda não absorve totalmente a população que procura emprego também afeta as decisões de consumo das famílias, o que reflete na indústria", ressalta Macedo.

Entre as atividades industriais, as influências positivas mais relevantes para o índice geral vieram das indústrias extrativas (3,1%); máquina e equipamentos (8,8%); veículos automotores, reboques e carrocerias (3%); e bebidas (8,6%).

Nas grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis mostrou o maior avanço em outubro, ao avançar 4,4%. A taxa foi influenciada, em grande parte, pela fabricação de automóveis. Este segmento reverteu o comportamento negativo desde julho.

"O nosso setor automobilístico está afetado pela crise na Argentina. Embora tenha apresentado crescimento em outubro, esta produção foi absorvida, em grande parte, pelo mercado interno", pontua Luana Miranda, pesquisadora de Economia Aplicada do Ibre/FGV.

A categoria bens de capital também cresceu, 1,5% em outubro. Este percentual foi influenciado, principalmente, por equipamentos para transportes, como caminhões, destacou coordenador de Indústria do IBGE. Já os setores de bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis tiveram recuo, respectivamente, de 0,3% e 0,2%.

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