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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
Dia Internacional dos Voluntários.

Jornal do Comércio

Economia

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Conjuntura

Edição impressa de 05/12/2018. Alterada em 04/12 às 22h00min

Fiergs vê expansão no Rio Grande do Sul e no País em 2019

Expectativas só devem se confirmar com as reformas, destaca Petry

Expectativas só devem se confirmar com as reformas, destaca Petry


/LUIZA PRADO/JC
Jefferson Klein
Um período melhor para as economias nacional e gaúcha é a expectativa da Fiergs para 2019. A entidade prevê, dentro do que chama de perspectiva base (mais moderada), uma elevação de 2,8% do PIB brasileiro e de 2,4% para o Rio Grande do Sul. Mesmos as projeções mais modestas da Federação das Indústrias para o próximo ano, de crescimentos de 1,6% e de 1,2%, respectivamente, são melhores do que os resultados esperados para 2018.
O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, considera que "se abre uma janela de oportunidade" com o clima de otimismo criado em função das eleições. Para o dirigente, o resultado eleitoral demonstra o desejo da população pela volta de valores tradicionais quanto à escola e à família. O presidente da Fiergs diz que também está otimista que o ano que vem será melhor, mas ressalta que é preciso esperar "o andar da carruagem". O empresário salienta que para as expectativas se confirmarem, as reformas, como a da previdência, são fundamentais.
"Quanto mais tardar a aprovação da reforma previdência, mais a confiança e o crescimento econômico serão penalizados", adverte o economista-chefe da Fiergs, André Francisco Nunes de Nunes. De acordo com Nunes, a estimativa é o Brasil fechar 2018 com um crescimento de 1,3% do PIB, abaixo da projeção inicial que era de 2,7%. Entre os fatores que impactaram o desempenho estão justamente o adiamento da reforma da previdência, a greve dos caminhoneiros, tabelamento dos fretes, crise argentina e risco eleitoral. No Rio Grande do Sul, o PIB deve aumentar 1,1% neste ano, mas primeiramente a previsão era de 2%. O Estado, segundo o economista da Fiergs, sofreu com a crise fiscal e a não adesão ao regime de recuperação fiscal dos estados.
Apesar desses obstáculos, a produção da indústria gaúcha cresceu mais que a brasileira de janeiro a setembro de 2018, 4,7% contra 1,9%. O Estado foi beneficiado, principalmente, pelos setores de veículos e de celulose e papel. Entretanto, cabe destacar que a base de comparação desse último segmento, em 2017, foi prejudicada pela interrupção da produção da CMPC Celulose Riograndense devido a problemas com uma caldeira.
Já quanto ao panorama internacional, o economista-chefe da Fiergs adianta que se vislumbra a continuidade do crescimento, mas com riscos de desaceleração. Assim sendo, a perspectiva é de um dólar mais valorizado e o cenário base para a taxa de câmbio no final de 2019 é de R$/US$ 3,75. A projeção é de que o próximo ano também feche com uma Selic em 6,5% e um IPCA de 4,1%.
Nunes e Petry apresentaram ontem, na sede da Fiergs, o balanço de 2018 e as perspectivas para 2019. Na ocasião, questionado sobre a frase do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, sobre "salvar a indústria apesar dos industriais brasileiros", Petry retrucou que pensa que ele não deveria ter dito isso, já que Guedes é oriundo do setor bancário, que opera com altas taxas. "A gente também poderia dizer que a indústria se salvará, apesar dos banqueiros", argumenta o presidente da Fiergs.
JC

Alíquotas de ICMS são tema de discussão

Entidade quer grupo de trabalho para debater majoração do tributo

Entidade quer grupo de trabalho para debater majoração do tributo


/JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC

A proposta do novo governo estadual de manter as alíquotas majoradas do ICMS (a elevação da alíquota básica do imposto de 17% para 18% e de insumos como gasolina e energia de 25% para 30% foi aprovada pela Assembleia Legislativa em 2015) por mais dois anos ainda passará por muitos debates.

Hoje, integrantes da Fiergs terão uma reunião com representantes do governo eleito, entre os quais o futuro secretário da Fazenda, Marco Aurélio Santos Cardoso, para detalhar os objetivos efetivos da proposta. Posteriormente, a entidade avaliará se apoiará ou não a ideia, frisa o presidente da Fiergs, Gilberto Petry.

"Eu volto a lembrar, segundo o que o governador (José Ivo) Sartori propôs, lá em 2015, no final desses três anos estaria resolvido", comenta o industrial. Um ponto salientado por Petry é que se esperam garantias que a manutenção das alíquotas não passará de dois anos e que depois retornarão aos patamares originais. "Porque perdemos competitividade, atravessa-se o Mampituba (rio que separa o Rio Grande do Sul de Santa Catarina) e a gasolina é mais barata, então por que tu vais instalar um posto em Torres se pode colocar do outro lado e vender para os habitantes de Torres também?", indaga o empresário. Petry defende que seja criado um grupo de trabalho, composto por entidades empresariais, para discutir opções ao aumento do ICMS.

O dirigente enfatiza que o Estado precisa diminuir suas despesas, além de criar concessões para entrar recursos.

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