Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 04/12/2018. Alterada em 04/12 às 07h58min

Sistemas em cloud vão apoiar bancos na disputa com fintechs

É preciso mudar para ser mais ágil, afirma Moyses Rodrigues

É preciso mudar para ser mais ágil, afirma Moyses Rodrigues


/ACCENTURE/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Reduzir custos não deixou e nem deixará de ser uma das prioridades das empresas com o uso de tecnologias inteligentes. Mas já faz tempo que cloud não é mais apenas a salvação para gerar economia na implementação de infraestrutura.
Reduzir custos não deixou e nem deixará de ser uma das prioridades das empresas com o uso de tecnologias inteligentes. Mas já faz tempo que cloud não é mais apenas a salvação para gerar economia na implementação de infraestrutura.
Flexibilidade para expansão e retração das operações (77%) e maior velocidade de lançamento de novos produtos e serviços (63%) estão no topo da lista dos executivos do setor financeiro na adoção da nuvem, segundo aponta o estudo global Cloud and Clear, Accenture Cloud Readiness Report - Banking. Apenas 49% dos entrevistados citaram a economia de custos como um dos seus principais benefícios.
A maioria dos bancos já reconhece as vantagens do desenvolvimento de novos sistemas de TI na nuvem, embora muitos processos de transição ainda estejam em andamento e apenas um em cada quatro bancos conte com uma estratégia forte de adoção da nuvem, afirma o estudo.
Ainda assim, 43% dos entrevistados afirmaram que suas instituições não contam com uma estratégia de adoção da nuvem ou começaram a implantar apenas práticas básicas, enquanto apenas 26% possuem o que a Accenture considera uma estratégia sólida para adoção da nuvem, incluindo avaliações frequentes de eficiência para melhorias contínuas.
A demora na transição para a nuvem impacta a velocidade de inovação do setor bancário tradicional. O líder de IaaS na Accenture Operations, Moyses Rodrigues, afirma que cloud é uma alternativa para as instituições combaterem a ameaça das fintechs e colocar produtos mais rentáveis de forma rápida no mercado.
"Isso é o play de todos. A oportunidade da nuvem para os bancos é dar agilidade para eles executarem mais rápido novas funções e estar em um patamar de igualdade na briga com as fintechs", analisa.
A grande questão para as instituições financeiras tradicionais é lidar com o legado para conectar o mundo novo com o mundo velho, ou o mainframe com o digital. Quando se lida com infraestruturas antigas, é muito difícil implementar novos serviços. "Uma simples alteração na camada web pode gerar 100 mudanças no backoffice de um banco tradicional. Se o concorrente dele consegue dar uma mexida e já resolver o problema, é sinal que é preciso mudar para ser mais ágil", sugere.
Fazer essa virada de chave levará de cinco a 10 anos. Portanto, Rodrigues acredita que uma das possibilidades é desacoplar a arquitetura antiga em uma arquitetura nova. Na prática, é separar o dado do legado e colocá-lo em um repositório inteligente, no qual os times possam trabalhar com Big Data e criação de novos produtos em uma estrutura mais simples e ágil. Esses novos ambientes que serão criados já estarão na nuvem.
A discussão está acontecendo, e a migração vai começar a ocorrer, aposta o gestor da Accenture. "Esse é o caminho intermediário até que a transição completa aconteça. Todos os bancos têm algum projeto para tirar a tecnologia do mainframe e colocar em plataformas que lhes permitam ser mais ágeis e, assim, entregar resultados com maior rapidez e menor custo", analisa Rodrigues.

Clientes de startups financeiras estão mais satisfeitos do que quem possui contas tradicionais

Quem utiliza os serviços financeiros oferecidos por startups, as chamadas fintechs, está mais satisfeito do que aqueles que continuam nas instituições bancárias tradicionais: 71% está contente com as fintechs, enquanto 42% está feliz com os bancos tradicionais. Por outro lado, os bancos continuam a ser o principal provedor de serviços, como conta-corrente, investimentos e cartão de crédito, para 46% dos consumidores.

Esses são alguns insights revelados por uma pesquisa do Google com 800 consumidores on-line para entender a relação deles com a nova geração de empresas de serviços financeiros que surgiram nos últimos anos. Levantamento do Radar FintechLab indica que as fintechs estão em ascensão no Brasil: no final do primeiro semestre de 2018, o Brasil já contava com mais de 450 startups financeiras.

Ainda que o preço ou as taxas seja o principal fator no momento de escolha de uma instituição financeira, além da segurança e da confiança na marca, a melhor experiência com as plataformas também é um item relevante para os consumidores. Para 34,5% dos entrevistados na pesquisa, um serviço mais rápido é importante, enquanto para mais de 30% é importante a facilidade em realizar ações e o atendimento ao cliente.

A pesquisa mostra que 34,6% das pessoas não estão dispostas a trocar seu provedor de serviços financeiros. Entre os que estão dispostos a mudar, é significativo o número dos que buscam informações no Google (24,6%) e assistem a vídeos no YouTube (16%). Dados do Google mostram que o YouTube desponta como influenciador entre os clientes de fintechs, com alta de 3,5 vezes nas visualizações sobre o tema em 2018.