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Porto Alegre, sexta-feira, 30 de novembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Crédito

Edição impressa de 30/11/2018. Alterada em 30/11 às 01h00min

Consumidor quita dívidas, mas volta a ficar inadimplente, mostra pesquisa

Maioria dos atrasos envolve contas com bancos, como cartão de crédito

Maioria dos atrasos envolve contas com bancos, como cartão de crédito


/MARCOS SANTOS/USP IMAGENS/DIVULGAÇÃO/JC

Quitar uma dívida atrasada, mas poucos meses depois retornar para a lista de inadimplentes. Ou, antes mesmo de sair do cadastro de inadimplentes, ser negativado por outra dívida. Essa é a realidade de muitos brasileiros que, por falta de planejamento ou dificuldades financeiras, voltam a ter o CPF negativado ao não pagarem suas contas. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, do total de consumidores que foram negativados em outubro, 80% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores nos últimos 12 meses. Nesses casos, 25% haviam regularizado a dívida anterior, enquanto 55% ainda estavam com uma dívida pendente.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, antes mesmo de propor ao credor uma negociação de dívidas, é importante que o consumidor estude, avalie e planeje uma proposta de pagamento que seja adequada para sua realidade. "Um dos grandes erros cometidos em uma renegociação é aceitar os termos do acordo sem ter plena consciência de que o combinado será cumprido. Se o consumidor atrasar as parcelas acordadas, nada impede que seu nome volte para a lista de inadimplentes, o que pode aprofundar o problema", alerta o presidente do SPC Brasil.

Outro dado mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de quitação de dívidas. De acordo com o indicador de recuperação de crédito, aumentou em 9,5% o volume de inadimplentes que conseguiram regularizar suas pendências no acumulado dos últimos 12 meses até outubro. O dado supera o observado em setembro, que era uma alta de 5,67%. Entre as regiões que apresentaram maior crescimento da recuperação de crédito, o Sudeste é destaque no mês de outubro, com 19,5%. O Centro-Oeste apresentou alta de 16%; o Nordeste, crescimento de 7,6%; e o Sul, alta de 2,5%. Apenas no Norte houve recuo, com queda de 5,8% no volume de pessoas que conseguiram quitar suas dívidas.

De acordo com o indicador, o volume de dívidas regularizadas avançou 8,2% no acumulado em 12 meses até outubro. Desse total de pendências colocadas em dia, a maior parte (65%) diz respeito a dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos. Em segundo lugar ficaram as contas de água e luz, com um total de 19% de todas as dívidas quitadas no período. Logo depois aparecem as contas pagas no comércio (9%) e também as de serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (3%).

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