Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Financiamentos

Notícia da edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

BRDE prevê rapidez em repasse de ¤ 80 milhões

Noronha, Pessuti e Sartori celebraram o contrato de captação ontem

Noronha, Pessuti e Sartori celebraram o contrato de captação ontem


/DANIELA KNEVITZ/ASCOM/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) não deve demorar para distribuir € 80 milhões (em torno de R$ 350 milhões) obtidos com o Banco Europeu de Investimento (BEI) para empreendimentos que contribuirão para reduzir os impactos do aquecimento global e mudanças climáticas. O diretor presidente do BRDE, Orlando Pessuti, prevê que, apesar de ter mais de três anos como prazo, em um pouco mais de seis meses já será possível destinar a totalidade dos recursos.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) não deve demorar para distribuir € 80 milhões (em torno de R$ 350 milhões) obtidos com o Banco Europeu de Investimento (BEI) para empreendimentos que contribuirão para reduzir os impactos do aquecimento global e mudanças climáticas. O diretor presidente do BRDE, Orlando Pessuti, prevê que, apesar de ter mais de três anos como prazo, em um pouco mais de seis meses já será possível destinar a totalidade dos recursos.
Entre os itens financiáveis estão pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), sendo que os projetos não deverão incluir barragens acima de 15 metros ou reservatórios de capacidade maior do que o armazenamento de um dia, iniciativas de iluminação pública em áreas urbanas, substituição da frota convencional de veículos urbanos de transporte de passageiros (ônibus) e instalação de painéis solares fotovoltaicos integrados. O diretor de Planejamento e Financeiro do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, adianta que do valor integral do contrato, € 50 milhões serão encaminhados à construção de PCHs e € 30 milhões a projetos estratégicos de municípios. Os recursos deverão ser divididos de forma semelhante entre os três estados que possuem participação no capital do banco (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).
Na tarde de ontem, dirigentes do BRDE e do BEI celebraram o contrato de captação, em solenidade realizada no Palácio Piratini. Porém, as partes já haviam concordado sobre o assunto há mais tempo. Noronha explica que com o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), a Inglaterra também abandonou o Banco Europeu de Investimento, com isso acordos que não fossem fechados até setembro, poderiam ser revistos. Devido a essa questão, o BRDE apressou-se em concluir o acerto. Esse cenário somado ao período de campanha eleitoral, quando não se podia realizar algumas cerimônias com caráter político, acarretou a divulgação tardia da parceria entre os bancos.
Noronha informa que o dinheiro já está disponível e na reunião de diretoria do BRDE de ontem foi aprovado o enquadramento de uma operação de uma prefeitura gaúcha envolvendo placas fotovoltaicas, mas ele prefere não revelar qual município. O dirigente acrescenta que a intenção é não concentrar grandes volumes de empréstimos em poucas iniciativas, mas pulverizar o montante. O governador José Ivo Sartori considera a iniciativa dos bancos como proveitosa para os três estados da Região Sul do País. Sartori salienta ainda a importância de investir em ações que protejam o meio ambiente.
Pessuti, que em breve deixará a presidência do BRDE, também aproveitou a ocasião no Palácio Piratini para enfatizar o fortalecimento do banco que hoje conta com um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 2,6 bilhões e um capital social de R$ 1,17 bilhão. A gestão do dirigente, indicada pelo estado do Paraná dentro do sistema de rodízio do banco, irá até o final de fevereiro. A partir de março assumirá a função algum representante de Santa Catarina.