Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Agronegócios

Notícia da edição impressa de 28/11/2018. Alterada em 28/11 às 01h00min

Maior grupo de abigeato gaúcho é desarticulado pela Polícia Civil

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisões preventivas

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisões preventivas


/POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO/JC

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab) de Bagé, deflagrou ontem a Operação Patrulha, com o objetivo de desarticular a maior organização criminosa de abigeato e furtos a propriedades rurais do Rio Grande do Sul. Aproximadamente uma tonelada de carne foi apreendida e 19 pessoas foram presas - 17 preventivamente e duas em flagrante. Além da grande quantidade de carne, foram apreendidas quatro armas e equipamentos que eram utilizados para cortar/fracionar a carne.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e de Abigeato (Decrab) de Bagé, deflagrou ontem a Operação Patrulha, com o objetivo de desarticular a maior organização criminosa de abigeato e furtos a propriedades rurais do Rio Grande do Sul. Aproximadamente uma tonelada de carne foi apreendida e 19 pessoas foram presas - 17 preventivamente e duas em flagrante. Além da grande quantidade de carne, foram apreendidas quatro armas e equipamentos que eram utilizados para cortar/fracionar a carne.

As ações foram realizadas nos municípios de Sapucaia do Sul, Gravataí, Cachoeirinha, Esteio, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, e visaram cumprir 24 mandados de prisões preventivas e 32 mandados de busca e apreensão, além da busca e apreensão de diversos carros, caminhões, motocicletas e reboques, totalizando mais de 100 ordens judiciais.

Segundo o delegado André de Matos Mendes, a organização criminosa é responsável pelo furto de mais de R$ 1 milhão em gado bovino e maquinário agrícola apenas no ano de 2018. "Conforme inquéritos policiais já instaurados, apenas nos últimos sete meses, o grupo criminoso agiu nos municípios de Sapucaia do Sul, Canoas, Esteio, Santo Antônio da Patrulha, Capão da Canoa, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Montenegro, Maquiné, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Tapes, Camaquã, Sentinela do Sul, Picada Café, Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Campo Bom. São mais de 20 inquéritos policiais já instaurados e com autoria identificada", explicou o delegado.

Conforme o delegado Cristiano Ritta, a organização é bem estruturada e com funções bem definidas. "Fazendo um organograma do grupo criminoso, conseguimos verificar que, além da cadeia hierárquica dentro do grupo, temos também os principais receptadores da carne de gado furtado, os proprietários de mercados e o indivíduo que age como uma espécie de intermediador", esclareceu Ritta.

A operação foi batizada com o nome de Patrulha por ter sido no município de Santo Antônio da Patrulha o abigeato que deu origem à investigação que resultou na descoberta da organização criminosa. Aproximadamente 200 policiais civis participaram da operação, que também contou com o apoio do Grupamento de Operações Especiais e da Divisão de Apoio Aéreo.