Porto Alegre, sexta-feira, 13 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 23/11/2018. Alterada em 24/11 às 17h44min

Cinco empresas vão operar no Parque Canoas de Inovação até 2019

Cluster que une companhias da área de tecnologia deve criar cerca de 530 empregos diretos

Cluster que une companhias da área de tecnologia deve criar cerca de 530 empregos diretos


MARCO QUINTANA/JC
Amanda Jansson Breitsameter
Com área total de 250 hectares, foi inaugurado nesta quinta-feira o Parque Canoas de Inovação (PCI), cluster que, até 2019, deve abrigar cinco empresas do setor de tecnologia no Estado. Duas delas, a Novus e a Extraton, já estão em operação no local, que ainda vai receber, entre dezembro deste ano e janeiro de 2019, a TCS - voltada à tecnologia da informação. No ano que vem, outras duas empresas começam a atuar no local: a Victum e a Digistar.
Com área total de 250 hectares, foi inaugurado nesta quinta-feira o Parque Canoas de Inovação (PCI), cluster que, até 2019, deve abrigar cinco empresas do setor de tecnologia no Estado. Duas delas, a Novus e a Extraton, já estão em operação no local, que ainda vai receber, entre dezembro deste ano e janeiro de 2019, a TCS - voltada à tecnologia da informação. No ano que vem, outras duas empresas começam a atuar no local: a Victum e a Digistar.
Juntas, as cinco devem criar cerca de 530 empregos diretos. A Novus e a Exatron devem empregar 180 e 160 pessoas, respectivamente. Ambas transferiram suas operações de Porto Alegre para o parque, onde dizem encontrar mais possibilidade de expansão. A Novus, por exemplo, inaugurou uma fábrica três vezes maior, conseguindo aumentar em 30% sua capacidade fabril com a mudança. "Estávamos estrangulados em Porto Alegre, sem possibilidade de crescer, e Canoas nos acolheu", comentou o diretor-presidente da Novus, Aderbal Lima, que ainda espera duplicar a infraestrutura fabril em breve.
De forma diferente, a TCS - que contabiliza R$ 5 milhões em investimentos no parque - não migrou da Capital gaúcha para a área, mas de uma zona residencial de Canoas. Ainda assim, para o presidente da empresa, Sérgio Mallmann, um dos principais trunfos do projeto é a sinergia entre os diferentes empreendimentos participantes. "Não existe apenas a possibilidade de compartilhar maquinário, mas a de viabilizar a troca de conhecimento ou mesmo de realizar treinamento conjunto entre equipes, por exemplo", explica Mallmann. A possibilidade de cooperação incluiria mesmo a utilização conjunta de laboratórios de ensaio. 
Durante o evento de inauguração do PCI, que contou com a presença de autoridades e dirigentes, o prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, anunciou ainda o lançamento, nas próximas semanas, de um edital de concorrência pública para a doação com encargos de seis novos lotes para empresas interessadas, com a expectativa de gerar 800 novos empregos. Busato ainda detalhou o programa Qualifica Canoas, que oferecerá 150 vagas em aulas de qualificação gratuitas para montador de equipamentos eletrônicos. As inscrições começam no próximo dia 10 dezembro, e o curso deve iniciar em janeiro.
Elogiando a iniciativa de qualificar a mão de obra canoense, o diretor da Exatron, Régis Haubert, aponta que mesmo que as duas empresas já em operação tenham trazido parte dos colaboradores de Porto Alegre, a ideia é abrir mais vagas de trabalho e suprir essa demanda com a mão de obra disponível na própria cidade.
"Temos bem clara essa intenção de contratar pessoas aqui de Canoas", explicou o dirigente. Para o próximo ano, a Exatron planeja lançar duas novas linhas de produtos da área de elétrica e de automação, gerando cerca de 30 novos cargos de trabalho.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoas, Airton Souza, destaca os benefícios da cidade ao receber investimentos de empresas do setor de tecnologia e eletroeletrônicos. "A inovação é o setor do futuro", defende. Já para a gerente de projeto da pasta, Marlei Zarpelon, o principal retorno que as empresas dão à cidade é o desenvolvimento da região. "Com a instalação dessas empresas, a cidade se beneficia de várias formas, e principal e mais diretamente com a geração de empregos", analisa.
O governo do Estado e o município investiram R$ 12 milhões em obras de pavimentação, redes de esgoto e elétrica, enquanto a prefeitura fez a doação dos terrenos. A contrapartida das empresas envolve dobrar os investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) nos próximos oito anos.
Ainda na primeira fase do projeto, que tem como foco as empresas de automação e controle, o Parque Canoas de Inovação tem metas altas, visto que os 250 hectares do terreno possibilitariam a instalação de até 100 empresas, com potencial para tornar-se o maior cluster aberto do Rio Grande do Sul.