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Jornal do Comércio

Economia

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Saúde

19/11/2018 - 16h21min. Alterada em 19/11 às 17h38min

Ufrgs investe R$ 38 milhões em centro de medicamentos inédito no País

Mayorga (E) e Lubaszewski destacam que o prédio ficará pronto 180 dias após concluída a licitação

Mayorga (E) e Lubaszewski destacam que o prédio ficará pronto 180 dias após concluída a licitação


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Oliveira
A construção de um centro de desenvolvimento de medicamentos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) está prestes a preencher uma importante lacuna na produção farmacêutica do Brasil. O aporte de R$ 38 milhões do Ministério da Saúde, já previsto em orçamento, será o pontapé para erguer o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Medicamentos (CPDIM), inédito no País e referência para a produção de conhecimento.
A finalidade do CPDIM será a produção de lotes-piloto para testes de novos medicamentos, com capacidade produtiva entre 50 mil e 70 mil comprimidos. O local supriria uma demanda nacional de instalações adequadas para este tipo de fabricação, que hoje é feita, na maior parte, por laboratórios privados.
O papel fundamental do centro será integrar os inúmeros elos de toda a cadeia produtiva da farmacologia e conseguir projetar as descobertas da Ciência para o consumo. “Até um medicamento chegar ao mercado, existe um conjunto não pequeno de passos. Esse centro é um desses elos”, explica o diretor do Parque Científico e Tecnológico da Ufrgs (Zenit), Marcelo Lubaszewski, que salienta que a escolha pela universidade reflete sua referência nacional. “A Ufrgs vem desenvolvendo a saúde há muitas décadas e é uma grande potência na área”, diz Lubaszewski.
A concepção dos fármacos envolve três etapas: a pré-clínica, quando são desenvolvidas as pesquisas, a pós-clínica, quando os medicamentos são efetivamente testados antes de irem ao mercado, e uma etapa intermediária entre elas, onde entraria o papel fundamental do CPDIM, que é a fabricação destes medicamentos. Atualmente, as etapas pré e pós clínicas são concentradas em centros de pesquisa instalados em Florianópolis e no Ceará, respectivamente.
Nesse sentido, o centro da Ufrgs será um facilitador do processo. “Quando se tem uma molécula que merece ser testada clinicamente, ou que precisa de validação da Anvisa para a indústria colocar no mercado, precisam ser feitos lotes com qualidade suficiente que limitam a testagem clínica. Para isso precisam-se de plantas muito sofisticadas, que até hoje eram déficit na cadeia”, explica o vice-diretor do Zenit, Rafael Roesler.
A instalação será um passo adiante de muitas pesquisas brasileiras que aguardam para serem viabilizadas e que vivem um cenário potencial. “O complexo industrial da saúde no Brasil está em um nível de maturidade muito interessante. Nos últimos anos se trabalhou muito, através do Ministério da Saúde, em projetos que alavancassem empresas nacionais ou arranjos tecnológicos dentro do País para trazer e internalizar tecnologia. A inovação está sendo percebida como um próximo passo muito importante”, avalia o professor da Faculdade de Farmácia da Ufrgs, Paulo Mayorga.
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Mayorga, Lubaszewski e Roesler destacam que o CPDIM será um facilitador do processo de produção farmacêutica. Foto Marcelo G. Ribeiro/JC
O centro também atenderá à demanda do mercado nacional. O Brasil é o sexto maior mercado mundial de medicamentos, e responsável, portanto, por uma fatia muito grande da indústria farmacêutica, diz Roesler. É uma área que necessariamente traz desenvolvimento econômico e social.
A licitação para a execução da obra já foi lançada. Após a conclusão da concorrência, a previsão é de que a construção fique pronta em cerca de 180 dias. A pedra fundamental foi lançada há duas semanas no terreno que receberá o centro de 700 metros quadrados, próximo à entrada do Campus do Vale, no bairro Agronomia. A planta prevê espaços para área técnica, laboratório, controle de acesso, auditório, escritório e sala de reuniões.
Serão necessários funcionários das áreas administrativa, técnica, produtiva, de manutenção e controle de qualidade, englobando profissionais de diversas frentes, como farmacêuticos, químicos industriais, engenheiros, biólogos e bioquímicos.
O CPDIM será instalado dentro do Parque Tecnológico da Ufrgs, estabelecendo uma ponte com outras áreas de desenvolvimento. O modelo de inovação aberta indica que o centro não estará a uso exclusivo da universidade, atendendo à demanda tanto acadêmica quanto de setores privados.
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