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Porto Alegre, terça-feira, 20 de novembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

Edição impressa de 16/11/2018. Alterada em 16/11 às 00h59min

Roberto Campos Neto será presidente do BC no governo Bolsonaro

Escolha de Bolsonaro reforça perfil de independência do Banco Central

Escolha de Bolsonaro reforça perfil de independência do Banco Central


PEDRO LADEIRA/AFP/JC
O executivo Roberto Campos Neto, atualmente diretor do Banco Santander, foi indicado pela equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro para presidir o Banco Central (BC). Ele vai substituir Ilan Goldfajn, que já havia comunicado ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que não permaneceria por razões familiares e pessoais. A informação do nome de Campos Neto foi ratificada por fonte da equipe de transição do novo governo. A permanência do economista Mansueto Almeida à frente da Secretaria do Tesouro Nacional também foi confirmada.
Roberto Campos Neto esteve no escritório de transição montado no Centro Cultural do Banco do Brasil na terça-feira e reuniu-se com Guedes por cerca de uma hora. Saiu sem falar com a imprensa, mas aceitou o convite para dirigir o BC. Naquela mesma noite, um integrante da equipe de Bolsonaro teceu muitos elogios ao economista. Roberto de Oliveira Campos Neto é neto do economista Roberto Campos, ministro do Planejamento no governo do general Castelo Branco e um dos principais expoentes brasileiros do pensamento liberal na economia.
O futuro presidente do BC está no quadro de executivos do Santander há 16 anos. Atualmente, é responsável pela Tesouraria. Campos Neto é economista e tem especialização em Finanças pela Universidade da Califórnia (EUA), e é reconhecido por alguns no mercado por seu perfil técnico. Iniciou a carreira no banco espanhol como chefe da área de renda fixa internacional, cargo que ocupou de 2000 a 2003. No ano seguinte, migrou para a gestora Claritas, onde ocupou a posição de gerente de carteiras. Em 2005, voltou ao Santander como operador e, em 2006, foi chefe do setor de trading. Em 2010, passou a ser responsável pela área proprietária de tesouraria e formador de mercado regional e internacional.
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, permanecerá no cargo no futuro governo Bolsonaro, confirmou uma fonte graduada da equipe de transição. A permanência de Mansueto já vinha sendo aventada. Em entrevista na quarta-feira, havia dito que sua permanência no cargo não dependia apenas dele. "O governo tem muitas pessoas especializadas, diversos PhDs", disse Mansueto, em Nova Iorque, onde estava em apresentação para investidores.
Especialista em finanças públicas, Mansueto chegou ao governo federal com o afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff e a nomeação de Henrique Meirelles como ministro da Fazenda. Inicialmente, foi titular da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Passou à Secretaria do Tesouro Nacional com a saída de Meirelles, que acabou provocando uma dança das cadeiras a partir da promoção de Eduardo Guardia de secretário executivo para ministro.

Mercado não deve reagir mal à saída de Ilan Goldfajn, afirma executivo da Austin Rating

O mercado financeiro não deve reagir de forma negativa à decisão do presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, de deixar o cargo no governo de Jair Bolsonaro, estima o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Na sua avaliação, a política monetária nacional está sob controle, com as expectativas de inflação devidamente ancoradas, o que garante previsibilidade aos agentes econômicos.
Além disso, a tendência é que o próximo presidente do BC mantenha um perfil técnico, não político, conforme já sinalizou Paulo Guedes, futuro ministro da Economia. "Por mais que o Ilan Goldfajn não tenha aceitado permanecer no cargo e isso, eventualmente, cause alguma reação negativa pontual, a essência é que está tudo sob controle na política monetária", avalia.
Agostini admite que causa alguma estranheza a saída de Ilan Goldfajn. Isso porque, nos bastidores, a leitura era de que a eventual autonomia do BC, defendida por Guedes e Bolsonaro, e que pode ser votada no Congresso, poderia abrir espaço para Goldfajn ficar no cargo. "Nesse contexto, soa um pouco estranho ele não ter aceitado. Mas é difícil opinar sobre a mensagem que sua saída passa, pois não sabemos a real motivação para não ter aceitado o convite. Isso pode gerar um pouco de especulação", diz Agostini.

Ilan Goldfajn permanecerá à frente da instituição até Senado aprovar indicação do novo presidente

Chefe da autoridade monetária destacou qualidades do indicado

Chefe da autoridade monetária destacou qualidades do indicado


/MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, felicitou a indicação do economista Roberto Campos Neto para suceder-lhe no cargo a partir do próximo ano. Em nota oficial, Goldfajn informou que o afastamento do cargo se deu por motivos pessoais e confirmou que permanecerá à frente da autoridade monetária até que o Senado aprove o nome do sucessor, o que deve levar alguns meses.
No comunicado, Ilan Goldfajn qualificou o futuro presidente do BC de "profissional experiente e reconhecido, com ampla visão sobre o sistema financeiro e a economia nacional e internacional". O atual presidente do BC afirmou que Campos Neto poderá conter com seu apoio e confiança no futuro trabalho no comando da autoridade monetária.
Ilan Goldfajn elogiou as sinalizações recentes da equipe de transição. Segundo a nota oficial, as indicações a cargos públicos na área econômica visam ao crescimento, com inflação baixa e estável. O presidente do BC informou que trabalhará para garantir a melhor transição possível e confirmou que, a pedido do novo governo, permanecerá no cargo até que o Senado aprecie o nome de Roberto Campos Neto, nos próximos meses.
De acordo com a nota oficial, a atual Diretoria Colegiada do Banco Central, composta por membros do setor privado e servidores de carreira, permanecerá à disposição do futuro presidente do BC para contribuir com a "continuidade e a normalidade" da transição.
Ilan Goldfajn manifestou apoio ao projeto de autonomia do BC e informou que continuará trabalhando com os parlamentares para aprovar o texto ainda em 2018. De acordo com ele, a eventual aprovação da lei, com mandatos fixos e intercalados do presidente e dos diretores do BC a partir da próxima diretoria, permitirá um futuro em que as transições do Banco Central e do governo federal ocorram em momentos distintos. Segundo ele, a diferenciação dos mandatos trará benefícios para a economia. 
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