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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de novembro de 2018.
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Mercado Financeiro

Alterada em 09/11 às 19h51min

Comércio global e PPI dos EUA guiam negócios e dólar tem ganho ante rivais

Estadão Conteúdo
Nesta sexta-feira (9) o dólar voltou a apresentar ganhos robustos em relação a moedas principais e de países emergentes à medida que os investidores voltaram a digerir indicadores acima do esperado da economia dos Estados Unidos e se mantiveram cautelosos quanto às relações comerciais sino-americanas, após comentários de autoridades da Casa Branca sobre o assunto.
Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova Iorque, o dólar recuava para 113,82 ienes; e o euro subia para US$ 1,1332. No mesmo horário, o dólar era cotado a 68,084 rublos russos, 20,1623 pesos mexicanos e 14,3616 rands sul-africanos. Já o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas fortes, fechou em alta de 0,19%, aos 96,905 pontos. Na máxima, o indicador ultrapassou os 97 pontos e chegou a 97,011 pontos.
Com a reunião de cúpula do G-20 no fim do mês, investidores voltaram a monitorar com ansiedade as relações comerciais entre EUA e China. No encontro de líderes em Buenos Aires, o presidente americano, Donald Trump, irá se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping. A reunião é vista por muitos como uma chance de um acordo entre os dois lados, a fim de diminuir as tensões comerciais existentes e reduzir as tarifas impostas pelos dois lados contra produtos um do outro. No entanto, o diretor do Conselho de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, jogou um balde de água fria nas relações.
"Se Wall Street estiver envolvida e continuar a se insinuar nessas negociações, haverá um cheiro podre em torno de qualquer acordo que seja consumado porque terá o aval do Goldman Sachs e de Wall Street". Para Navarro, Trump teve a "sabedoria e a coragem para enfrentar elites globais e os países do mundo que estão engajados em práticas comerciais desleais". De acordo com ele, executivos globalistas estão "enfraquecendo Trump antes da reunião com Xi" ao pressionarem o presidente por um acordo com a China e agirem como "agentes estrangeiros não remunerados".
Nesse cenário, os investidores voltaram a procurar o dólar à medida que indicadores da economia americana continuam a mostrar robustez. Nesta sexta-feira, tanto o Goldman Sachs quanto o JPMorgan disseram esperar que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao terceiro trimestre apresente uma revisão para cima, e que mostre crescimento anualizado de 3,8% na comparação com o período entre abril e junho. "A alta dos estoques no atacado em setembro surpreendeu e fez com que elevássemos nossa projeção para o PIB do terceiro trimestre, cuja primeira estimativa mostrou expansão anualizada de 3,5%", apontou o economista Daniel Silver, do JPMorgan.
Com a atividade crescendo acima do nível potencial de 1,8% estimado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e o mercado de trabalho aquecido, indicadores de inflação continuam a mostrar resposta, dado esse pano de fundo. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) apresentou a maior alta mensal desde setembro de 2012, ao subir 0,6% em outubro na comparação com o mês anterior, bastante acima das projeções que indicavam avanço de 0,3%. "De forma geral, os dados mostram que as pressões inflacionárias continuam bastante fortes, o que manterá o Fed no caminho para novos aumentos nos juros. Contudo há poucos sinais de que uma aceleração mais acentuada está à espera", comentou, em nota a clientes, o economista Andrew Hunter, da Capital Economics.
Pesou, ainda, nos investimentos, a questão orçamentária da Itália. O presidente do Eurogrupo, Mario Centeno, afirmou que a revisão no plano fiscal do país para o próximo ano fiscal é uma oportunidade para dissipar incertezas. No entanto, o ministro de Economia e Finanças da Itália, Giovanni Tria, comentou que a meta fiscal anterior, que projetava déficit de 0,8% do PIB em 2019, seria um "suicídio" para a economia do país. A Itália elaborou um plano que prevê déficit de 2,4% do PIB - o que foi rejeitado por autoridades da União Europeia.
No Reino Unido, a libra foi atingida após o ministro de Transportes do país, Jo Johnson, pedir demissão como forma de protesto contra o plano da primeira-ministra Theresa May para o Brexit. O político ainda pediu que um segundo plebiscito seja realizado sobre se os britânicos devem ou não sair do bloco europeu. Com as divergências em torno do futuro do Reino Unido, a libra recuava para US$ 1,2963 no fim da tarde em Nova York.
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