Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sábado, 27 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Logística

Edição impressa de 26/10/2018. Alterada em 26/10 às 00h13min

Dragagem em Rio Grande começa na segunda-feira

Expectativa é de que conclusão dos trabalhos seja antecipada

Expectativa é de que conclusão dos trabalhos seja antecipada


/GUGA VOLKS/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Uma ação muito aguardada pelos agentes logísticos no Estado está prestes a ser iniciada. Está prevista para começar na segunda-feira a dragagem do porto do Rio Grande. O contrato determina em até 10 meses o prazo para conclusão do trabalho, mas, conforme o superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, existe a possibilidade desse cronograma ser antecipado.
Nessa quinta-feira, foi assinada no município gaúcho a ordem de início da dragagem, com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro Silveira. A primeira embarcação que irá retirar os sedimentos deve chegar a Rio Grande nesta sexta-feira e, em breve, uma segunda deve ser agregada ao serviço. Em janeiro, Branco adianta que mais equipamentos deverão se juntar na tarefa. Os trabalhos serão executados pelo consórcio das empresas Jan De Nul e Dragabrás. O investimento será de aproximadamente R$ 300 milhões, com recursos do governo federal, sem contrapartidas do Estado. A operação prevê a retirada de cerca de 16 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Com a remoção desse material, o calado operacional do superporto de Rio Grande (onde ficam os terminais privados, como Bianchini e Tecon) passará de 12,8 metros para 16 metros. Já no porto novo (onde está o cais público), a profundidade irá de 9,45 metros para 10,45 metros. No canal externo, o calado aumentará de 16 metros para 18 metros.
Branco enfatiza que a dragagem propicia mais segurança para a navegação, além de permitir que os navios transportem maiores volumes de cargas. O superintendente acrescenta que já na próxima safra agrícola do Rio Grande do Sul, no período em que terá o fluxo de escoamento mais intenso, entre abril e maio, será possível observar melhoras na operação devido à dragagem, mesmo se a ação ainda não tiver terminada.
Após finalizada a dragagem de manutenção, o porto do Rio Grande poderá receber navios com até 365 metros de comprimento - 29 metros a mais em comparação às embarcações que atualmente acessam o canal. Para isso, serão entregues os estudos necessários para que a Marinha do Brasil homologue o novo calado.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Nicholas Saut 26/10/2018 20h09min
Quando constuiram os estaleiros do Rio Grande foi encontrada a mesma lama com data de milhoes de anos. Pergunto se naquela epoca havia dragagens...... Os oriundos da cidade nao sabem que a mais de 50 anos a Europa compra lama para ser usada nas escolas de belas artes por ser util na construcao de modelos esculturais. As pessoas de la so se preocupam com seu turismo que, incrivelmente, inesiste. Falta um pouco de conhecimento......
Sergio Mello 26/10/2018 07h09min
Da última vez que ocorreu essa dragagem, o balneário Cassino ficou coberto de lama nas areias da praia. Espero que esse procedimento não cometa mais esse erro gravíssimo e que inviabilizou o veraneio naquele período. Que a fiscalização seja intensa, pelo menos dessa vez.