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Conjuntura

25/10/2018 - 17h23min. Alterada em 25/10 às 17h22min

Quadro eleitoral traz volatilidade em aplicações estrangeiras, avalia BC

No mês passado, saíram do país US$ 3,5 bilhões em investimentos em ações e renda fixa

No mês passado, saíram do país US$ 3,5 bilhões em investimentos em ações e renda fixa


NELSON ALMEIDA/AFP/JC
Agência O Globo
As incertezas da política brasileira com as eleições deste mês e a variação recente do dólar tem mexido no humor do investidor estrangeiro em relação às aplicações financeiras no Brasil. No mês passado, saíram do país US$ 3,5 bilhões em investimentos em ações e renda fixa. Já neste mês, esses dois tipos de aplicações estão no azul em US$ 1,3 bilhão nos 23 primeiros dias outubro.
As incertezas da política brasileira com as eleições deste mês e a variação recente do dólar tem mexido no humor do investidor estrangeiro em relação às aplicações financeiras no Brasil. No mês passado, saíram do país US$ 3,5 bilhões em investimentos em ações e renda fixa. Já neste mês, esses dois tipos de aplicações estão no azul em US$ 1,3 bilhão nos 23 primeiros dias outubro.
Essa volatilidade é considerada normal pelos técnicos do Banco Central. O resultado de outubro deve reverter parte das saídas acumuladas durante os nove primeiros meses de 2018: US$ 4,4 bilhões. Essa melhora recente pode ter a ver com o resultado do primeiro turno.
"Esse fator (quadro político) interfere e outros fatores do mercado internacional também", falou o chefe-adjunto do departamento econômico do Banco Central, Renato Baldini. "Existe incerteza do quadro político de país. Isso talvez explique a alternância de entradas e saídas, mas no resultado do ano, a saída não é muito relevante", completou.
O dólar alto - que ficou em média em R$ 4,12 em setembro - afugentou os brasileiros do embarque internacional. O gasto com viagens caiu 30,1% em relação aos do mesmo mês do ano passado, quando a moeda americana custava em média R$ 3,13. No mês passado, os viajantes deixaram US$ 1,2 bilhão no exterior.
Isso ajudou a fazer com que o Brasil tivesse o sexto mês de contas externas no azul. O país teve um superávit de US$ 32 milhões. O problema é que um resultado positivo significa também que o crescimento ainda não chegou com força porque uma nação gasta mais com coisas como frete e aluguel de equipamentos quando está em franca expansão. Para outubro, o Banco Central projeta um superávit ainda muito mais forte: US$ 1,3 bilhão.
Apesar das incertezas políticas, o Brasil continua atraente para os investimentos que chegam para ampliar a capacidade das fábricas, considerados de melhor qualidade. No mês passado, recebeu US$ 7,8 bilhões. É o maior volume para o mês dos últimos oito anos.
Para o mês que vem, a expectativa do Banco Central é que o país receba US$ 8,5 bilhões. Para Baldini, isso consolida um interesse constante no país que não tem mudado ao sabor das incertezas políticas. "Não sei se cabe a relação em relação ao resultado das eleições. É um crescimento desde maio", justificou.