Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

COMENTAR | CORRIGIR

Gestão

Edição impressa de 25/10/2018. Alterada em 25/10 às 11h08min

Livraria Cultura faz pedido de recuperação judicial

Dívidas da empresa têm gerado crise intensa no mercado de livros

Dívidas da empresa têm gerado crise intensa no mercado de livros


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Depois de dois anos com atrasos sucessivos de pagamento a editores, a Livraria Cultura entrou ontem com um pedido de recuperação judicial. A decisão foi comunicada em um e-mail enviado aos fornecedores da rede.
"Diante da premente necessidade de reestruturar nosso passivo, não nos restou outra opção que não iniciar um processo de recuperação judicial da Livraria Cultura, cujo pedido está sendo apresentado hoje aos órgãos competentes", diz o comunicado.
Na mensagem, a empresa diz que espera normalizar compromissos com fornecedores - ou seja, pagar as dívidas - em "um curto espaço de tempo". O comunicado destaca o processo de enxugamento que a Cultura tem promovido nos últimos tempos - a medida mais recente foi o fechamento da loja no centro do Rio de Janeiro, a última na cidade.
A empresa foi criada por Eva Herz, em 1947, e está em sua terceira geração de administradores. Desde que assumiu a operação brasileira da Fnac, em 2017 - quando recebeu uma injeção de cerca de R$ 130 milhões - a Cultura já fechou todas as lojas da rede francesa no País. Na semana passada, ex-funcionários protestavam por falta de pagamento.
As dívidas da Cultura, somadas às da Saraiva, têm gerado uma crise intensa no mercado de livros - ao longo deste ano, diversas editoras promoveram demissões como resultado. Nas duas redes, os débitos vêm sendo negociados e renegociados diversas vezes ao longo dos últimos dois anos.
A decisão de rede redobra a preocupação dos editores com a Saraiva, dona de quase um terço do mercado, porque a Cultura sempre teve a reputação de ter uma gestão mais eficiente.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia