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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Balanços

Edição impressa de 25/10/2018. Alterada em 25/10 às 08h08min

Lucro líquido da Vale recua 36,8% no terceiro trimestre

Produção de minério de ferro bateu recorde no período ao somar 104,945 milhões de toneladas

Produção de minério de ferro bateu recorde no período ao somar 104,945 milhões de toneladas


/CRM/DIVULGAÇÃO/JC
O lucro líquido da Vale no terceiro trimestre atingiu US$ 1,408 bilhão, queda de 36,8% em relação ao visto um ano antes. No trimestre imediatamente anterior o lucro foi de US$ 76 milhões.
Considerando o lucro líquido recorrente, a Vale reportou um ganho de US$ 2,056 bilhões, queda de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Houve queda de 1% também em relação ao segundo trimestre do ano. Pelo modelo recorrente, a companhia informa que o número não contempla o efeito da depreciação do real sobre a dívida denominada em dólares e ajustes contábeis.
"Os fortes resultados do terceiro trimestre mostram a mudança estrutural nos mercados de minério de ferro e aço chineses. Somos a empresa de mineração mais bem posicionada para nos beneficiarmos do "flight to quality", dada a crescente participação de produtos premium", destacou, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro da Vale, o presidente da mineradora, Fabio Schvartsman. O executivo frisa que a Vale está se transformando para ser uma empresa mais previsível, com entrega de desempenho operacional sólido, maior realização de preço, menores custos e alocação de capital rigorosa.
Já o Ebitda ajustado, no intervalo de julho a setembro, somou US$ 4,374 bilhões, aumento de 4% ante o mesmo trimestre do ano anterior. Em relação ao segundo trimestre houve crescimento de 12%. A receita líquida chegou em US$ 9,543 bilhões no período analisado, expansão de 5% ante o visto um ano antes e alta de 11% ante o trimestre imediatamente anterior.
A produção de minério de ferro pela Vale no terceiro trimestre do ano bateu recorde ao somar 104,945 milhões de toneladas, aumento de 10,3% em relação a igual período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o aumento foi de 8,5%. No acumulado do ano a produção alcançou 283,652 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%.
O lucro líquido da Vale de US$ 1,408 bilhão no terceiro trimestre de 2018 veio 26% menor do que a média das projeções de oito instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley, Safra, Santander e XP Investimentos), que estimava um ganho de US$ 1,91 bilhão.

Produção de celulose da Fibria cresce 25% com maior demanda na Ásia

A Fibria produziu 1,809 milhão de toneladas de celulose no terceiro trimestre de 2018, o que representa uma expansão de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 13% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

A evolução no comparativo anual, segundo a companhia, pode ser atribuída à curva de aprendizado da linha de Horizonte 2 e maior eficiência operacional.

No informe de resultados, a empresa também cita a ausência de paradas programadas e o impacto da paralisação de caminhoneiros ocorrido no trimestre anterior, maior número de dias de produção e conclusão da curva de aprendizado de Horizonte 2.

Entre julho e setembro, o volume de vendas totalizou recorde de 1,988 milhão de toneladas, 12% superior ao segundo trimestre, com destaque para o aumento do volume vendido para a Europa e para a Ásia. No comparativo anual foi apurada alta de 35% nas vendas, com maior volume de produção de Horizonte 2, suportada pelo bom desempenho da demanda na Ásia e Europa.

"Esse resultado reflete uma boa demanda de celulose de fibra curta ao longo de todo o trimestre que foi, entre outros motivos, suportada por estoques baixos ao final do trimestre anterior e pedidos adicionais de celulose para abastecer novas máquinas de papel, especialmente na China, o que minimizou o impacto da pressão exercida pela tradicional sazonalidade da demanda percebida nos meses de verão do hemisfério norte. Durante o período, os níveis de oferta também permaneceram estáveis, sem novas paradas não esperadas que resultassem em redução significativa dos volumes de produção", afirma a empresa ao detalhar os números.

No trimestre, o volume de vendas proveniente do contrato com a Klabin totalizou 229 mil toneladas, ante 186 mil toneladas informado no trimestre anterior. No terceiro trimestre, a Ásia foi responsável por 45% da receita líquida, seguida pela Europa, com 32%; América do Norte, 14%; e América Latina, 9%.

Os estoques de celulose encerraram o trimestre em 1,331 milhão de toneladas, o equivalente a 59 dias. O desempenho é superior ao informado no segundo trimestre (1,260 milhão de toneladas e 56 dias) e um ano antes (1,069 milhão de toneladas e 51 dias).

O custo caixa de produção de celulose da Fibria recuou para R$ 584/tonelada no terceiro trimestre de 2018, indicando queda de 13% ante o segundo trimestre e de 4% frente ao reportado um ano antes.

O menor custo é atribuído principalmente à ausência de paradas programadas, melhor resultado com a venda de energia e ao menor consumo de químicos e energéticos no período, apesar do impacto da valorização do câmbio médio.

Outros pontos positivos citados pela empresa são a conclusão da curva de aprendizado da linha de Horizonte 2, que contribuiu para as reduções de madeira, custo fixo e para o maior resultado de venda de energia.

Excluindo os efeitos das paradas e greve dos caminhoneiros, o custo caixa de produção foi 2% inferior ao informado no trimestre imediatamente anterior. No informe de resultados, a Fibria ressalta que ainda atravessa um período de maior custo não recorrente da madeira na Unidade Aracruz.

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