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mercado financeiro

22/10/2018 - 10h09min. Alterada em 22/10 às 10h10min

Na contramão externa, dólar abre em queda com cenário eleitoral no radar

O mercado de câmbio opera o dólar em queda frente o real na manhã desta segunda-feira (22) na contramão da valorização da moeda americana no exterior. Operadores mantêm bom humor com as eleições e em meio a comentários sobre uma sondagem privada confirmando larga vantagem do candidato Jair Bolsonaro.
O mercado de câmbio opera o dólar em queda frente o real na manhã desta segunda-feira (22) na contramão da valorização da moeda americana no exterior. Operadores mantêm bom humor com as eleições e em meio a comentários sobre uma sondagem privada confirmando larga vantagem do candidato Jair Bolsonaro.
Às 10h desta segunda, o dólar à vista caía 0,26%, a R$ 3,712. O dólar futuro de novembro recuava 0,22%, a R$ 3,7095.
Nesta segunda-feira é esperada nova pesquisa CNT/MDA, às 12h. Na terça-feira (23) será a vez da sondagem Ibope/Estadão/TV Globo e, na quinta-feira (25), sai o levantamento feito pelo Datafolha.
A composição de eventual futuro governo Bolsonaro, o preferido do mercado, segue no radar. No sábado, o presidenciável do PSL voltou a falar que o presidente do BC, Ilan Goldfajn, poderá ser mantido no cargo, mas logo depois emendou que "quem vai ver é o Paulo Guedes". Nesse sentido, poderá ficar no radar nesta segunda uma reunião de Ilan em São Paulo com o CEO da Mauá Capital, Luiz Fernando Figueiredo, que estaria contribuindo com propostas para a campanha do capitão reformado, e o economista-chefe do banco Safra, Carlos Kawall.
Além disso, são bem vistas pelos agentes do mercado as demandas econômicas feitas por Bolsonaro - entre elas, dólar competitivo, taxa de juros baixas e inflação na meta - ao economista Paulo Guedes (cotado para ser ministro da Economia em um eventual governo PSL). Guedes disse ser possível, afirmou o candidato. Sobre carga tributária, o capitão reformado disse que "a desoneração (de impostos) tem de atingir de forma positiva todo setor produtivo e não apenas alguns setores."
Os investidores minimizam o risco de judicialização do processo eleitoral, após ações movidas pelo PT e PDT contra disparo em massa de mensagens por empresas via Whatsapp contra o candidato petista e da entrevista deste domingo da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber.
Apesar da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal terem aberto investigações sobre fake news e a ação ilegal de empresas em favor da campanha do capitão reformado, tanto o TSE, como o ministro da Justiça e a Polícia Federal não deram prazo para conclusão das apurações, o que pode ajuda a sustentar o sinal de baixa do dólar.
Por enquanto, não há impacto das denúncias no resultado esperado para o segundo turno, diz um executivo de uma corretora de câmbio.
Também não afeta aparentemente a precificação dos ativos a repercussão do vídeo gravado em 10 de julho, antes do primeiro turno das eleições, com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), falando que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), "basta um soldado e um cabo". Após ser criticado pelo pai, ele se desculpou.
No exterior, o dólar opera em alta frente moedas principais e algumas emergentes ligadas a commodities. Os principais catalisadores citados por analistas são a queda do juro do bônus italiano de dez anos, que opera em forte baixa, após a agencia de classificação Moody's decidir na última sexta-feira rebaixar o rating da Itália em um grau a Baa3, mas com perspectiva estável e não negativa, o que agradou os investidores; especulações sobre possíveis estímulos à economia da China depois do PIB chinês do terceiro trimestre abaixo do esperado; e preocupações renovadas sobre a hipótese de que a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, seja obrigada a renunciar diante de sua dificuldade de fechar um acordo sobre o Brexit (processo para a retirada do país da União Europeia).