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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Edição impressa de 19/10/2018. Alterada em 19/10 às 01h00min

Liberação do 13° salário vai injetar R$ 13,7 bilhões no Rio Grande do Sul

Mais de 5,6 milhões de
gaúchos receberão o abono

Mais de 5,6 milhões de gaúchos receberão o abono


/MARCO QUINTANA/JC
Cerca de R$ 13,7 bilhões devem ser injetados na economia do Rio Grande do Sul até dezembro com o pagamento do 13° salário. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o montante representa 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Mais de 5,6 milhões de trabalhadores gaúchos devem receber o benefício.
Os empregados no mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 51,4% do contingente total, enquanto pensionistas e aposentados do INSS somam 46,9%. Já o emprego doméstico com carteira assinada representa 1,7% dos trabalhadores. O número de pessoas que receberá o 13° no Rio Grande do Sul este ano é 0,27% superior ao calculado em 2017. O valor apurado também cresceu 3,02% frente aos R$ 13,3 bilhões pagos no ano passado.
No País, a projeção do Dieese é de que o pagamento do 13° possa injetar R$ 211,2 bilhões na economia brasileira, beneficiando 84,5 milhões de trabalhadores do mercado formal, inclusive aposentados, pensionistas e empregados domésticos. Os recursos pagos representam cerca de 3% do PIB nacional. A projeção é feita a partir de dados do Ministério do Trabalho e também informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os trabalhadores do mercado formal representam 48,7 milhões no País, ou 57,6% do total beneficiados. Os empregados domésticos são 1,8 milhão, ou 2,2 do total. Os aposentados e pensionistas representam 34,8 milhões, ou 41,2% do total. Dos R$ 211,2 bilhões pagos, os empregados do mercado formal ficarão com 66%, ou R$ 139,4 bilhões. Os aposentados e pensionistas receberão R$ 71,8 bilhões, ou 34%.
Os estados da região Sudeste ficarão com 49,1% do pagamento do 13º salário, seguido pelos estados do Sul com 16,6%, Nordeste com 16%, Centro-Oeste com 8,9% e Norte com 4,7%. O benefício com o maior valor médio (R$ 4.278,00) será pago no Distrito Federal e o menor no Maranhão (R$ 1.560,00) e Piauí (R$ 1.585,00).
A maior parcela será paga aos assalariados do setor de serviços (incluindo administração pública), que receberão R$ 137,1 bilhões, ou 64,1% do total destinado ao mercado formal. Os empregados da indústria receberão 17,4%, os comerciários 13,3%, enquanto que os da construção civil ficarão com 3,1% e da agropecuária com 2,1%. O valor médio do 13º salário do setor formal ficará em R$ 2.927,21, sendo que a maior média será paga aos trabalhadores do setor de serviços com valor de R$ 3.338,81 e o menor para os trabalhadores do setor primário da economia, com R$ 1.794,86.
A economia paulista - a maior do País - receberá cerca de R$ 60,7 bilhões, ou 28,8% do total do Brasil. Os beneficiados são estimados em 21,6 milhões, equivalente a 25,6% do total.
 

MTE encontra 1.246 pessoas em situação análoga à escravidão no ano

Cafeicultura está entre as atividades em que prática foi mais recorrente

Cafeicultura está entre as atividades em que prática foi mais recorrente


/Mauricio Lima/AFP/JC

Até outubro deste ano, foram encontrados 1.246 trabalhadores em situação semelhante à escravidão. O balanço foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), responsável por coordenar a fiscalização deste tipo de prática e as operações de libertação. Destes, 620 foram resgatados pelas equipes de auditores fiscais.

A três meses do fim do ano, o número de encontrados já é quase o dobro do registrado em todo o ano passado, quando foram descobertas 645 pessoas em condições insalubres, sendo 639 resgatadas. Em 2016 foram 917 encontrados e 777 resgatados. Do total deste ano, 651 trabalhadores foram formalizados e pago R$ 1,7 milhão em verbas rescisórias. As ações chegaram a 159 estabelecimentos usando este tipo de trabalho.

Das fiscalizações, 869 encontraram situações análogas à escravidão em estabelecimentos no meio urbano e 377, no campo. Entre os ramos econômicos onde essa condição foi mais encontrada destacam-se a pecuária, a produção de café e o plantio de florestas. No recorte geográfico, Minas Gerais foi o estado com maior incidência do problema, com 754 casos. Em seguida vieram Pará, com 129, e Mato Grosso, com 128.

Dos 1.246 trabalhadores encontrados em situação análoga à escravidão, quase metade (565) foi descoberta em uma ação denominada Operação Canaã. Os fiscais do trabalho identificaram essas pessoas aliciadas pela seita evangélica Traduzindo o Verbo, com atuação em Minas Gerais e em mais dois estados. A operação também explica a discrepância do número registrado no estado em relação aos demais, com média de 10 a 20 pessoas.

Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Maurício Krepsky, os trabalhadores foram atraídos com a promessa de construir um "reino divino na terra" e depois passaram a ser colocados para trabalhar em estabelecimentos comerciais (como postos, restaurantes e lojas) e em fazendas.

Esses trabalhadores não foram resgatados por não terem aceitado deixar a seita e abandonar os trabalhos. "Eles continuaram nas fazendas que estavam submetidos a esta condição. Em alguns estabelecimentos houve orientação para interdição. Eles diziam que era para consumo próprio, mas a gente teve indícios de que o lucro ia para os coordenadores da seita". A Polícia Federal prendeu 13 pessoas ligadas à seita.

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