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Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 15h22min

Renner busca startups para criar novos projetos

Em parceria com a aceleradora WOW, empresa vai selecionar até três jovens empresas

Em parceria com a aceleradora WOW, empresa vai selecionar até três jovens empresas


/RENNER /DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Em sua primeira iniciativa mais estruturada voltada à aproximação com startups, a Lojas Renner está em busca de projetos inovadores na área da sustentabilidade. A varejista firmou uma parceria com a aceleradora WOW e abriu uma chamada conjunta para jovens empresas que desenvolvam soluções em sustentabilidade, indústria 4.0, energia, economia circular, construção, logística e varejo.
A expectativa é que essa iniciativa contribua para a companhia repensar os seus processos de negócios, se aproximar ainda mais do conceito de moda responsável e fazer com que essas novas relações contribuam para a criação da cultura corporativa de inovação.
Desde o ano passado, a empresa está desenvolvendo iniciativas na área da sustentabilidade, como a de pegar resíduos e transformar em novas roupas. Agora, a meta é dar um salto para buscar novas ideias voltadas à economia circular. "Ser a maior empresa de País nos traz a responsabilidade de pensar nos impactos disso para as pessoas e para o meio ambiente. Precisamos dar condições para que as futuras gerações tenham acesso aos recursos naturais que hoje nós temos", comenta o gerente sênior de Sustentabilidade da Lojas Renner, Vinicios Malfatti.
As inscrições das startups foram prorrogadas até 28 de outubro e podem ser feitas pelo link https://wow.ac/renner. Três startups serão selecionadas. Para participar, é necessário já estar em operação e ter faturamento com pelo menos um cliente ativo. A seleção será feita em quatro etapas: inscrição por meio de formulário on-line, entrevista com a aceleradora; entrevista com gestores da Lojas Renner e o Renner Innovation Day - encontro presencial em Porto Alegre em que um grupo de até 10 finalistas fará suas apresentações.
As escolhidas firmarão contrato de prestação de serviços com a Lojas Renner. Também terão até R$ 100 mil em acesso a ferramentas, através do programa de parcerias disponibilizado pela WOW, além de mentoria e orientação de executivos da companhia para implementação da solução desenvolvida.
O head de aceleração da WOW, Filipe Garcia, conta que, assim como a Renner, diversas grandes empresas tem procurado as aceleradoras para construir um relacionamento com esse ecossistema de startups. "As aceleradoras conseguem conduzir esses processos de uma forma que seja uma relação ganha-ganha, ou seja, entendemos os objetivos corporativos e conciliamos com uma estratégia capaz de gerar valor para o empreendedor", comenta.
Neste caso, por um lado, a expectativa é que a Renner consiga acessar novos modelos de negócios, que podem até dar acesso a novo mercado, ou gerar mais eficiência na sua operação ou da cadeia de fornecedores. Já para as startups que possuem uma atuação focada no B2B, concretizar uma parceria com um grande player passa a ter muito o valor para o portfólio. "É uma via de acesso rápido para fazer negócios com a maior varejista de moda do Brasil e com outras companhias", comenta Garcia.
Ele destaca que o programa não em equity, ou seja, o empreendedor não precisa destinar uma porcentagem da sua empresa para receber os investimentos, e todos os custos de deslocamento serão custeados pela Renner. "A nossa ideia é acelerar essas empresas e não incorporá-las ao grupo. Não queremos perder o nosso foco, que é o varejo, e sim ter parceiros para criar esse valor compartilhado, independente se empresa é nossa ou não", analisa Malfatti.
Atenta às oportunidades que surgem nos ambientes de tecnologia, a Renner já tem uma iniciativa com o Parque Científico e Tecnológico do Rio Grande do Sul (Tecnopuc) e com a Universidade de São Paulo (USP), para buscar inovação. "A tendência é que a empresa se aproxima cada vez mais dos ambientes de inovação. É um caminho sem volta", diz Malfatti.
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