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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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VAREJO

Edição impressa de 10/10/2018. Alterada em 09/10 às 22h19min

Prêmio destaca ações de sustentabilidade na moda

Roberta, da marca Joaquina Brasil, foi agraciada na categoria Produção

Roberta, da marca Joaquina Brasil, foi agraciada na categoria Produção


/CLAITON DORNELLES/JC
Carolina Hickmann

Mais da metade da oferta de roupas sob o modelo fast fashion é descartada em menos de um ano, segundo dados da Fundação Ellen MacArthur. Os consumidores jogam fora um total de US$ 460 bilhões ao ano no mundo em artigos de vestuário. Buscando incentivar projetos que solucionem parte do problema, o prêmio Reinvente revelou ontem, na sede da Lojas Renner na Capital, quatro projetos - nas categorias Produção, Matéria-prima, Varejo e Pós-consumo - que incentivam a sustentabilidade. Ao total, foram 342 iniciativas inscritas nesta primeira edição.

Por utilizar como matéria-prima excedentes da indústria rejeitados por pequenas falhas, entre outras razões, a marca de vestuário feminino Joaquina Brasil foi a agraciada na categoria Produção. Sua fundadora, Roberta Negrini, enfatizou seu desejo em desenvolver um modelo de negócios rentável e com impacto social. Assim, o pagamento da mão de obra corresponde a 34% do custo do produto, enquanto, na cadeia de fast fashion, a estimativa fica em 2%. Quem está por trás da produção são mulheres em situação de vulnerabilidade social, maior parte integrantes do sistema prisional. Elas recebem curso de capacitação em costura e passam a integrar a marca. Como meio de reconhecimento, todas as peças têm etiqueta assinada pela responsável por sua confecção.

Na categoria Varejo, a vencedora foi Fernanda da Costa Silva, com o projeto Loja-Modelo. A proposta da arquiteta incorpora desde materiais sustentáveis na edificação até a utilização de retalhos de tecido de atelier próprio no mobiliário da loja. Seguindo a arquitetura modular, o conceito tem uma abordagem inusitada em seu modelo logístico, não só por projetar a integração entre produção e ponto de venda, mas também por apostar no uso de tecnologia para facilitar o deslocamento do consumidor na loja. Por meio de tablets, Fernanda propõe que o consumidor solicite o modelo exposto e encontre com a peça apenas no provador.

Os designers Renan Serrano e Fabricio Tardim desenvolveram novo têxtil advindo de resíduos de tecidos mistos com elastano, e receberam o primeiro lugar na categoria Matéria-prima com a Redesfibra.com. A solução encontrada até então pela indústria é a combustão, que remove o componente da trama de tecidos mistos. Porém, essa opção gera C02, com impacto direto na camada de ozônio. A partir do conceito de
closet compartilhado, a Use - Clothes for us ganhou na categoria Pós-consumo. As empresárias Lorena Schluga e Caroline Regio montaram modelo de negócio baseado na assinatura mensal de peças de vestuário. "Isso significa economia de espaço, dinheiro e tempo, além de evitar o descarte prematuro de peças", comenta Caroline.

Patrocinadora do concurso, a Lojas Renner recentemente fez esforços no sentido de tornar-se mais sustentável com o lançamento de selo de moda sustentável. "As forças contrárias à busca por sustentabilidade, como a questão econômica e até mesmo o descarte de resíduos, pesam contra. Por isso, é necessário que cada um faça a sua parte", comenta José Galló, presidente da marca.

Os ganhadores foram escolhidos por uma comissão julgadora composta por profissionais reconhecidos nacionalmente pela atuação nas áreas de sustentabilidade, arte, moda e economia circular. O concurso, de abrangência nacional, foi realizado pela Quattro Projetos.

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