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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de outubro de 2018.
Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. Feriado nos estados do Amapá, Roraima e Tocantins.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado de Capitais

Edição impressa de 05/10/2018. Alterada em 05/10 às 01h00min

Especulações intensas marcam sessão da bolsa

Investidores realizaram lucros, colhendo parte dos ganhos acumulados

Investidores realizaram lucros, colhendo parte dos ganhos acumulados


/KEVIN DAVID/A7 PRESS/FOLHAPRESS/JC

Depois de ter subido 5,91% em dois pregões, embalado pelo "rali do alívio" com o cenário eleitoral, nesta quinta-feira, o Índice Bovespa cedeu a um movimento de realização de lucros e caiu 0,38%, para 82.952 pontos. O penúltimo pregão antes do primeiro turno da eleição presidencial foi marcado por um clima de intensa especulação, principalmente no período da tarde, quando informações a favor e contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) invadiram as mesas de operação.

Na mínima do dia, registrada pela manhã, o Ibovespa chegou a cair 1,66%, aos 81.892 pontos, com os investidores recolhendo parte dos ganhos acumulados na semana. Justificava esse movimento o resultado da pesquisa Ibope de quarta-feira, que mostrou poucas oscilações e basicamente confirmou que o quadro eleitoral segue mesmo indefinido.

À tarde, no entanto, o índice chegou a subir até 0,19% (83.430 pontos), puxado por ações de empresas estatais, com os papéis da Petrobras registrando altas superiores a 2%, em contraposição às quedas do petróleo no mercado internacional. Banco do Brasil e Eletrobras também registraram ganhos significativos e contribuíram para amenizar a queda do Ibovespa.

A alta momentânea foi alimentada em boa parte por especulações em torno da pesquisa Datafolha que foi divulgada na noite desta quinta-feira, após o fechamento do mercado. Embora os comentários sobre um suposto resultado mais favorável a Bolsonaro tenham ocorrido no meio da tarde, o Datafolha informou que a coleta de informações ainda estaria em andamento até as 17h.

No caso específico das ações da Eletrobras, os papéis se anteciparam à virada vista em Petrobras, com notícia apontando que a intenção de um eventual governo Bolsonaro é de acelerar o processo de concessão de projetos de infraestrutura e levaria adiante a privatização da estatal do setor elétrico.

Os papéis da Eletrobras, que chegaram a cair pela manhã, terminaram o dia com altas de 4,93% (ON) e 4,85% (PNB). Já Petrobras ON e PN subiram 1,06% e 0,97%, respectivamente, enquanto Banco do Brasil ON avançou 2,45%.

Após três dias de queda, o dólar voltou a subir nesta quinta-feira e chegou a avançar 1,43%, mas o movimento perdeu fôlego perto do fechamento e a moeda acabou subindo apenas 0,08%, para R$ 3,8831. O dia foi de expectativa pela nova pesquisa de intenção de voto do Datafolha. No exterior, a moeda norte-americana subiu ante países emergentes, como África do Sul, Argentina e Turquia, o que também contribuiu para pressionar o dólar no mercado brasileiro. A moeda americana à vista acumula queda de 4,14% na semana e 4,14% no mês.

O dólar abriu a quinta-feira em alta, influenciado pela piora externa, em meio ao temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode ter que elevar os juros de forma mais intensa. Com isso, o retorno ("yield") do título do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos atingiu o patamar de 3,20%, o maior desde 2011.

Com a maior cautela internacional, o risco Brasil medido pelo CDS, derivativo de crédito que protege contra calotes na dívida soberana, subiu de 243 pontos-base na quarta-feira, para 246. Pesquisa do Ibope divulgada na noite de quarta, que mostrou Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) tecnicamente empatados no segundo turno, também contribuiu para a maior cautela dos investidores.

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