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Porto Alegre, quarta-feira, 03 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 03/10/2018. Alterada em 02/10 às 23h26min

Grupo CEEE aprova venda de seis ativos

Hidrelétricas da Ceran são as mais bem cotadas entre os minoritárias

Hidrelétricas da Ceran são as mais bem cotadas entre os minoritárias


/CERAN/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Dando continuidade ao que está chamando de plano de desinvestimento, o Grupo CEEE aprovou o preço mínimo para a alienação das participações societárias detidas pela companhia em seis de seus ativos. Tratam-se de empreendimentos de geração e transmissão de energia. O cálculo da empresa é que a soma dessas participações, todas minoritárias, valham cerca de R$ 992 milhões.
As ações da CEEE-GT (braço de geração e transmissão da estatal) que serão colocadas à venda são as da Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), Chapecoense Geração (Chapecoense), Campos Novos Energia (Enercan), Fronteira Oeste Transmissora de Energia (Fote), Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE) e Empresa de Transmissão Alto Uruguai (Etau). A mais valorizada das participações do grupo concentra-se na Ceran, empresa responsável pela operação de três hidrelétricas na região Nordeste do Estado. Os 30% da CEEE-GT na companhia são estimados em R$ 301,819 milhões.
O presidente do Grupo CEEE, Urbano Schmitt, prevê que o leilão para a venda das participações, que serão oferecidas em lotes individuais, será disputado até a primeira quinzena de dezembro. No âmbito desse processo, serão respeitados os acordos de acionistas firmados com os sócios da estatal nesses investimentos, observando o direito de preferência dos acionistas para a potencial aquisição do percentual de participação da companhia. O dirigente reforça que as eleições não deverão atrapalhar a iniciativa.
Schmitt comenta que, em um primeiro momento, os recursos obtidos com a venda serão utilizados para reforçar o caixa da CEEE-GT. Entretanto, o presidente afirma que não há impeditivos legais para que, eventualmente, parte do montante seja deslocada para a CEEE-D (empresa do grupo ligada ao segmento de distribuição, que historicamente enfrenta maiores dificuldades financeiras do que a CEEE-GT). Conforme o dirigente, isso caberá a uma decisão do acionista (no caso da estatal, o controlador é o governo gaúcho). Schmitt não descarta a possibilidade de mais adiante, caso haja necessidade, o Grupo CEEE venha a se desfazer de outras participações.
O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Edilson Deitos, argumenta que, como não foi possível passar a proposta de privatização da CEEE na Assembleia Legislativa, a alienação de participações foi a saída encontrada para superar os problemas da companhia. De acordo com o empresário, os empreendimentos que estão sendo oferecidos são atrativos e se houver um ambiente econômico convidativo no cenário nacional, no momento da realização do leilão, deverá haver interessados nas aquisições.
Paralelamente à tentativa de vender suas participações minoritárias nesses seis ativos, o Grupo CEEE também espera repassar o controle do projeto eólico Povo Novo, que está com obras interrompidas no município de Rio Grande. Três companhias já se cadastraram para apresentar propostas para adquirir esse complexo.

Ministério pretende acionar mais termelétricas

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou ontem consulta pública sobre autorização para operar usinas termelétricas a gás, em caráter excepcional e temporário, para evitar uma redução acentuada no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. O período de uso das usinas vai até 30 de abril de 2019. As sugestões para a consulta pública poderão ser feitas até o dia 6 deste mês.

Pela proposta, serão contratadas as usinas térmicas a gás natural operacionalmente disponíveis e sem contrato de comercialização de energia elétrica vigente. Atualmente, existem usinas termelétricas sem contrato vigente de suprimento de combustível, nem de comercialização de energia elétrica, mas que podem apresentar custos competitivos de atendimento à carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), quando comparadas ao parque térmico operacionalmente disponível.

A medida atendeu a pedido do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que reconheceu no início de setembro a necessidade de inclusão excepcional "até abril de 2019 de custos fixos nos custos variáveis das usinas termelétricas a gás natural, despacháveis centralizadamente e sem contrato de comercialização de energia elétrica vigente", diz nota técnica do MME.

A proposta diz ainda que as usinas serão excluídas do processo de inadimplência do mercado de curto prazo de energia realizadas mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Uma batalha judicial tem colocado enorme inadimplência nas liquidações da CCEE.

A consulta pública segue a linha de uma portaria publicada na segunda-feira, autorizando a geração de energia elétrica na UTE Fortaleza, no Ceará, outorgada à Central Geradora Termelétrica Fortaleza (CGTF), por 90 dias. A medida vai ao encontro da decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que manteve a operação de termelétricas fora da ordem de mérito na semana de 29 de setembro a 5 de outubro, mas reduziu o número de usinas que serão acionadas no período.

O MME disse que o acionamento da usina visa preservar os reservatórios do subsistema elétrico do Nordeste. Com 24 usinas térmicas, o Ceará tem sido um dos primeiros estados a acionar as térmicas atendendo a despacho do Operador Nacional do Sistema (ONS). De acordo com o ministério, a operação da UTE Fortaleza durante um mês corresponde a 0,6% da energia armazenável máxima do Subsistema Nordeste, o que, em base trimestral, corresponde a um acréscimo de 1,8% da energia armazenável máxima deste subsistema.

"Assim, durante os meses de outubro, novembro e dezembro deste ano, a energia gerada pela UTE Fortaleza irá se constituir em ganhos de armazenamento, notadamente nos reservatórios das usinas de cabeceiras das bacias dos rios Grande, Paranaíba e Tocantins, nas quais não se vislumbra a ocorrência de vertimentos no período úmido 2018/2019", diz o MME.

Dados do CMSE mostram que 2018 é considerado o sexto ano mais desfavorável de todo o histórico (1931-2018) em termos de energia natural afluente (ENA) ao SIN. A ENA reflete o volume de energia que pode ser produzido de acordo com o regime de chuvas em determinado local. Quanto maior a ENA maior a quantidade de energia possível de ser produzida.

Bndes avaliza R$ 62,9 mi para geração e interligação à CPFL Paulista

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) aprovou financiamento de R$ 62,9 milhões para a ampliação da capacidade de cogeração de energia elétrica da Pitangueiras Açúcar e Álcool, usina localizada no município de Pitangueiras (SP), a 60 km de Ribeirão Preto. Segundo o banco, o objetivo é otimizar a capacidade industrial do empreendimento e maximizar o potencial de geração de energia a partir do bagaço de cana produzida. O projeto contempla também a interligação de sua subestação à rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista).

Com investimento total de R$ 78,6 milhões, o projeto envolve aquisição de maquinário de cogeração, construção de uma subestação elevatória interligada ao sistema em Morro Agudo, implantação de 7 km de linha de transmissão, e obras civis.

Conforme o Bndes, atualmente a usina de cana já produz energia suficiente para sua operação e conta com um excedente de 90 mil MWh que é negociado no mercado livre.

"Após a conclusão do projeto, que tem período de implantação de dois anos, a capacidade de geração por hora será ampliada para 70 MW, uma expansão de 180%. Já o potencial de exportação de energia aumentará 133%, chegando a 210 mil MWh em cada ano safra, montante capaz de suprir 44 mil residências anualmente", diz o banco. Considerando apenas o investimento no empreendimento, a energia gerada é suficiente para atender 25 mil domicílios por ano.

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