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Porto Alegre, terça-feira, 02 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

Edição impressa de 02/10/2018. Alterada em 01/10 às 23h16min

Trump critica relações comerciais EUA-Brasil

Trump ainda acusou o resto do mundo de tirar vantagem de seu país

Trump ainda acusou o resto do mundo de tirar vantagem de seu país


/JIM WATSON/AFP/JC

O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou, ontem, o Brasil de ser um dos mais difíceis do mundo para ter relações comerciais e disse que a forma como as empresas norte-americanas são tratadas no país é injusta. "É uma beleza, eles nos cobram o que querem. Se você perguntar a algumas das empresas, elas dizem que o Brasil está entre os (países) mais difíceis do mundo, talvez o mais difícil. Nós não ligamos para eles e dizemos: 'ei, vocês estão tratando nossas empresas injustamente, vocês estão tratando nosso país injustamente'".

Para Trump, o problema é que nenhum presidente norte-americano anterior tentou negociar as relações comerciais com o Brasil. Foi a primeira vez que o presidente dos EUA reclamou das relações comerciais com o Brasil. Mas não é a primeira vez que o País se torna alvo do governo norte-americano.

A principal disputa no momento diz respeito ao desejo do Brasil de ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em junho de 2017, o País deu entrada no pedido formal. Em março deste ano, os EUA bloquearam o início do processo de análise da solicitação dentro do organismo internacional. Um dos motivos para a resistência seria a intenção norte-americana de manter o grupo limitado - a OCDE tem 37 países. Em maio, porém, a Colômbia foi aceita no clube.

Os ataques ao Brasil ocorreram após um jornalista questionar o republicano sobre as relações comerciais com a Índia, também acusada de cobrar "enormes tarifas". "A Índia cobra de nós tarifas tremendas. Quando enviamos Harley-Davidson, motocicletas, eles cobram elevadas tarifas. E eu falei com o primeiro-ministro, que vai reduzi-las, substancialmente", afirmou.

Trump acusou, ainda, "o resto do mundo" de querer tirar vantagem dos EUA. "Como região, temos que trabalhar muito perto de México e Canadá, porque conseguiremos competir com qualquer um. Temos coisas que ninguém tem, temos energia que ninguém tem. Temos madeira que ninguém mais tem", disse.

O republicano convocou a coletiva de imprensa para comentar a decisão do Canadá de embarcar no acordo comercial que os Estados Unidos já haviam negociado com o México no final de agosto. Havia um prazo, que terminava à meia-noite de domingo, para que os governos canadense e norte-americano chegassem a um consenso sobre os termos do pacto renegociado. Poucas horas antes do horário limite, os dois lados alcançaram um acordo.

Para conselheiro da Amcham, proteção do mercado nacional não é novidade

O presidente do conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Hélio Magalhães, discorda de Donald Trump sobre o Brasil ser difícil nas negociações. "Não é que nós negociamos de uma forma mais dura. A questão é que o Brasil é um país que sempre protegeu a produção interna. Mas isso não é nenhuma novidade."

Para Magalhães, porém, esse comportamento deixa a participação do país no comércio global muito aquém de sua capacidade. "O Brasil tem a 8ª maior economia do mundo, mas sua participação é de 1,2%."

Um papel mais forte nas negociações globais depende de o País melhorar a competitividade aqui dentro, afirma o executivo. "Isso passa por uma carga tributária menor e menos complexa, os parceiros comerciais precisam sentir uma estabilidade jurídica. Há também uma burocracia ineficiente que não colabora e deixa tudo mais caro."

Sobre o comentário de Trump de que nenhum presidente americano tentou negociar as relações comerciais com o Brasil antes, Magalhães disse ver nisso uma oportunidade para o Brasil. "Se Trump realmente tem o interesse, creio que é uma grande oportunidade para o governo brasileiro iniciar um acordo comercial."

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