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Porto Alegre, terça-feira, 02 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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energia

Edição impressa de 02/10/2018. Alterada em 02/10 às 01h00min

Preço do petróleo atinge o maior nível em quase quatro anos

Os futuros do petróleo fecharam em alta ontem, pela terceira sessão consecutiva, nos maiores níveis em quase quatro anos. O principal impulso para os ganhos continua sendo a perspectiva de redução da oferta do Irã em meio ao início das sanções dos EUA em novembro, mas o acordo comercial entre EUA, Canadá e México, conhecido como USMCA, também contribuiu para o movimento altista.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em novembro encerrou o dia em alta de 2,80%, para US$ 75,30 por barril, o maior valor de fechamento desde 24 de novembro de 2014, de acordo com dados da FactSet. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para o mesmo mês avançou 2,71%, para US$ 84,98, também no maior valor desde novembro de 2014.
O mercado comemorou o acordo comercial pendente entre EUA, Canadá e México, e continuou a se preocupar com o declínio nas exportações de petróleo iranianas antes das sanções dos EUA contra Teerã, que devem começar em cerca de um mês.
Os preços do petróleo subiram "com o mercado ainda se voltando para as perdas de produção iranianas", disse Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. "Enquanto as sanções oficiais dos EUA contra as exportações de petróleo iranianas ainda estão a pouco mais de um mês, as exportações do Irã já diminuíram em, pelo menos, 30%, de acordo com várias estimativas, já que os compradores estrangeiros buscam petróleo em outros lugares", acrescentou.
Autoridades da estatal National Iranian Oil Co. disseram que esperam provisoriamente que os embarques de petróleo tenham caído para cerca de 1,5 milhão de barris por dia, em comparação com 2,3 milhões de barris diários em junho, segundo pessoas a par do assunto.
 

Produção no País cai para 2,52 mi de barris por dia

A produção de petróleo no Brasil caiu 2,1% em agosto comparada ao mês anterior e também há um ano, totalizando 2,52 milhões de barris diários, em um momento em que a commodity atinge suas mais altas cotações dos últimos anos. A produção de gás natural, geralmente associada à produção de petróleo, também teve redução em agosto, de 8,3% contra julho deste ano, e de 4,9% ante agosto de 2017, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A região do pré-sal, maior aposta da Petrobras e que já corresponde a 53,9% da produção total de petróleo no País, registrou queda de 5,6% em relação ao mês anterior, a maior do ano. No total, o Brasil produziu, em agosto, 3,19 milhões de barris diários de óleo equivalente (petróleo mais gás), 3,3% a menos do que em julho deste ano, e 2,7% em relação à produção de um ano atrás. "O principal motivo para a queda na produção foi a parada programa da plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis, localizada no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos", informou a ANP em nota.

Lula é o maior campo produtor do Brasil, com 674,6 mil barris diários produzidos por dia em agosto de 2018 e 28,4 milhões de metros cúbicos de gás natural. O segundo maior campo é Sapinhoá, com 262,7 mil barris diários de petróleo e 9,8 milhões de metros cúbicos de gás natural.

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