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Porto Alegre, terça-feira, 25 de setembro de 2018.
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Economia

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SISTEMA FINANCEIRO

Edição impressa de 25/09/2018. Alterada em 24/09 às 22h00min

Banco Inter chega ao milhão de correntistas

Estrutura atual pode suportar 2 milhões de contas, afirma Menin

Estrutura atual pode suportar 2 milhões de contas, afirma Menin


/BANCO INTER/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit, de Belo Horizonte

Entre os principais atores dos bancos digitais do Brasil, o mineiro Banco Inter comemorou ontem a marca de 1 milhão de correntistas no País. O montante é resultado de um crescimento exponencial de um banco que começou 2016 com 8 mil clientes e, em dezembro de 2017, ainda contabilizava apenas 380 mil contas de pessoas físicas. Para os diretores do banco, o ritmo é sustentável e ainda está longe de uma estabilização do mercado, com espaço para que todos os bancos digitais cresçam de forma conjunta.

Embora não estabeleça metas para o futuro próximo, o presidente do banco, João Vitor Menin, não vê o ritmo se arrefecendo - são abertas 6 mil novas contas por dia, fruto de 12 mil pedidos diários. Um dos motivos é o modelo de negócios da empresa, que não tem agências físicas (com, atualmente, cerca de 1,2 mil funcionários concentrados na sede, em Belo Horizonte), o que facilita a absorção de novos clientes.

Ainda que o crédito imobiliário seja responsável por grande parte das receitas do banco, cujo grupo controlador é o mesmo da construtora MRV, Menin argumenta que as contas digitais sem tarifas já são superavitárias (o Inter as rentabiliza com a participação nas transações e com a compra de outros serviços, como seguros e investimentos, por parte dos correntistas). A estrutura atual, projeta o executivo, permite atender a até 2 milhões de contas.

"O processo de boca a boca, de indicação, ainda é grande. As pessoas usam, gostam e recomendam, e vemos isso porque 80% dos nossos novos clientes são orgânicos, o que ajuda muito no crescimento", conta Menin. O executivo ainda argumenta que a alta concentração bancária no País, com o varejo dominado por cinco empresas, de certa forma, ajuda os novos entrantes. Isso porque, como os grandes bancos são fortes e rentáveis, tendem a se preocupar menos com a qualidade do atendimento. "Assim, abre-se um flanco para que iniciativas mais inovadoras e eficientes ocupem espaço", defende, lembrando que a gratuidade nas tarifas desempenha importante papel na atração do Banco Inter.

Vice-presidente do banco, Alexandre Riccio de Oliveira acrescenta que ainda está se formando uma cultura de bancos digitais e, com isso, todos os competidores crescem juntos - quando um dos bancos atinge uma meta ou lança algum produto, inclusive, há repercussão positiva em todos os concorrentes. "Nos próximos três a cinco anos, haverá uma consolidação do setor, vamos conseguir entender quem serão os players que vão crescer e continuar e, aí sim, sentir um pouco mais essa questão concorrencial", projeta Oliveira. No País, a estimativa é de que nem 2% das contas-correntes sejam de bancos digitais atualmente, o que indica, na visão de Oliveira, grande potencial de crescimento ao segmento.

Outra aposta é na troca geracional. Atualmente, segundo Oliveira, quase 70% dos clientes do banco têm entre 20 e 36 anos de idade. Mais da metade ainda vem da migração de outros bancos, mas cerca de 30% das contas já são abertas por jovens, em busca de sua primeira conta.

Os próximos passos da empresa passam por aumentar a base de pessoas jurídicas, hoje em torno de 3% da carteira total. O potencial, de acordo com Oliveira, é de chegar a 10% do total de correntistas. Menin não descarta, ainda, a ampliação do banco para outros países da América Latina, que, embora nos planos, ainda não possui um cronograma de atuação.

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