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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de setembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Edição impressa de 05/09/2018. Alterada em 05/09 às 10h34min

Votação que autoriza venda de parque eólico é adiada

Urbano Schmitt espera que o tema seja analisado na próxima terça-feira

Urbano Schmitt espera que o tema seja analisado na próxima terça-feira


LARISSA LIMEIRA/CEEE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Por falta de quórum, os deputados estaduais não votaram o Projeto de Lei (PL) nº 147/2018, do Poder Executivo, que autoriza a alienação total de participação acionária da CEEE-GT (braço de geração e transmissão da estatal) no complexo eólico Povo Novo, que está com obras interrompidas em Rio Grande. A matéria estava na pauta de ontem da Assembleia Legislativa, e, agora, a expectativa do presidente do Grupo CEEE, Urbano Schmitt, é que o tema seja analisado na próxima terça-feira.
O dirigente argumenta que, quanto antes a venda for liberada pelos parlamentares, melhor será, mas não acredita que o atraso atrapalhe o processo de repasse da participação de 99,9% da estatal no empreendimento. Schmitt explica que o aval da Assembleia é necessário devido à natureza de empresa pública da CEEE. Apesar de ainda depender dos parlamentares para ir adiante com a iniciativa, a companhia já abriu a chamada pública para selecionar empresas ou consórcios interessados em adquirir o complexo eólico Povo Novo. O edital está disponível no site www.ceee.com.br, e as propostas serão recebidas até 1 de outubro. Schmitt prefere não comentar se já há algum pretendente.
O presidente do Grupo CEEE destaca que espera a apresentação do melhor preço possível. Contudo, mesmo que eventualmente o maior valor oferecido seja inferior ao que a companhia aportou até agora, o conselho de administração da estatal irá avaliar se aceita ou não a proposta. O dirigente salienta que a alienação foi a maneira escolhida pelo grupo para concluir as obras do parque eólico. Schmitt acrescenta que, dependendo da condução do empreendimento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá considerar como adequado o encaminhamento dado à questão e amenizar possíveis penalidades por causa do atraso do projeto.
A usina está inacabada, e o seu cronograma, atrasado em mais de dois anos. O Grupo CEEE esperava obter recursos do Bndes ou do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para desenvolver a estrutura, porém a expectativa acabou não se confirmando. Aproximadamente 34% da obra já foi feita, e foi investido em torno de R$ 140 milhões, sendo que, para completá-la, será necessário aplicar mais R$ 210 milhões. O parque terá uma capacidade instalada de 52,5 MW (1,5% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O complexo eólico é formado pelo conjunto das centrais geradoras Povo Novo, Fazenda Vera Cruz e Curupira, e terá 25 aerogeradores.
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