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Porto Alegre, terça-feira, 28 de agosto de 2018.
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Economia

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Energia

Edição impressa de 28/08/2018. Alterada em 27/08 às 22h35min

Obras de transmissão devem ser adiantadas

Projeto formalizado ontem já possui 39 das 44 licenças necessárias

Projeto formalizado ontem já possui 39 das 44 licenças necessárias


/DANI BARCELLOS/PALÁCIO PIRATINI/JC
Jefferson Klein
Se depender da vontade da Eletrosul, Shanghai Electric e Zhejiang Energy, que estão formando uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), várias obras de transmissão no Estado serão agilizadas. A partir da regularização da parceria pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os investidores terão 48 meses para finalizar as ações, mas a meta é reduzir esse prazo. A expectativa da Secretaria estadual de Minas e Energia é que as obras comecem ainda neste ano.
O projeto foi atualizado em relação ao seu escopo original e, hoje, prevê a implantação de 1,9 mil quilômetros de linhas de transmissão, oito novas subestações, ampliação de 14 subestações existentes e geração de cerca de 11 mil empregos diretos e indiretos. Esses empreendimentos, estimados em R$ 3,96 bilhões, serão implementados em vários municípios gaúchos, como Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, Santana do Livramento, Osório, Candiota, entre outros.
Ontem à tarde, foi feita uma cerimônia alusiva à formação da SPE no Palácio Piratini, e, hoje pela manhã, será realizada na Aneel a entrega dos documentos necessários para fazer a transferência da concessão dos complexos. O direito de fazer os projetos e ser remunerada por isso foi conquistado pela Eletrosul em leilão disputado em 2014. Na época, a Receita Anual Permitida (RAP) foi estipulada em R$ 336 milhões. Mas a estatal controlada pela Eletrobras não teve fôlego financeiro para ir adiante com a obra. Inicialmente, a SPE, que será consolidada para terminar o empreendimento, será formada, integralmente, pela Shanghai Electric, mas, posteriormente, entrarão na parceria a Eletrosul (com 27,5%) e a Zhejiang Energy (com 28,5%), diminuindo para 44% o percentual da Shanghai.
O diretor-presidente da Eletrosul, Gilberto Odilon Eggers, reforça que, no plano de negócios discutido entre os parceiros, está prevista a possibilidade de antecipar o tempo de conclusão das obras, e, quanto mais cedo começar, melhor. Contudo, o executivo prefere não estabelecer um prazo fixo para o início dos trabalhos. Já a secretária estadual de Minas e Energia, Susana Kakuta, prevê que será possível começar as ações ainda neste ano.
Eggers afirma que o projeto já obteve 39 das 44 licenças ambientais necessárias. O dirigente explica, ainda, que, por questões internas, foi decidido substituir o Clai Fund (fundo chinês) pela Zhejiang Energy na parceria, estatal chinesa que foi apresentada à Eletrosul pela própria Shanghai Electric. No evento de ontem, o executivo da Shanghai Electric Li Xiaoming destacou que a empresa tem experiência em mercados como o asiático e o europeu, e, agora, entra em um novo ambiente, que é o Brasil. Já o representante da Zhejiang Energy Chai Xiqiang frisou que a companhia tem contato com o cenário nacional, sendo acionista da hidrelétrica São Simão, que fica na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. Por sua vez, o governador José Ivo Sartori ressaltou a importância do empreendimento para o Rio Grande do Sul e salientou que o Estado é parceiro do setor produtivo e de novos investimentos.
A secretária de Minas e Energia enfatiza que se trata de um investimento esperado há muito tempo pelos gaúchos. Susana argumenta que os empreendimentos aumentarão a capacidade de escoamento de energia no Estado. "Voltamos ao jogo da competição nacional, no qual será possível a retomada de projetos eólicos", comemora. O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., comenta que o principal exemplo dos reflexos causados por uma empresa que se encontra com dificuldade de investir foi verificado no Rio Grande do Sul (com o atraso nas obras de transmissão). O executivo argumenta que a Eletrobras busca se reestruturar para voltar a investir. Dentro do plano de reestruturação da companhia, Ferreira Jr. diz que a venda de ativos e a demissão de pessoas (a estatal pretende cortar cerca de 3 mil postos de trabalho neste ano) é a parte mais fácil, o mais difícil é viabilizar parcerias.
 
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