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Porto Alegre, terça-feira, 18 de setembro de 2018.
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Economia

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Energia

Edição impressa de 24/08/2018. Alterada em 23/08 às 21h56min

CEEE planeja vender ativos ainda neste ano

Participações nos empreendimentos serão ofertadas individualmente; propriedades também terão licitação

Participações nos empreendimentos serão ofertadas individualmente; propriedades também terão licitação


/FERNANDO C VIEIRA AC S GRUPO CEEE/DIVULGAÇÃO/JC
Jefferson Klein
Já há algum tempo, o Grupo CEEE estuda a venda de participações em empreendimentos de energia como uma forma de melhorar a saúde financeira da companhia. E, apesar de estar se aproximando de um processo eleitoral que pode definir uma mudança no comando do governo do Estado (principal acionista da empresa), o presidente da estatal, Urbano Schmitt, afirma que a meta é alienar algumas participações ainda neste ano e não vê o período de eleições como um empecilho.
Entre os complexos que o Grupo CEEE pretende se desfazer de participações minoritárias, o dirigente cita a hidrelétrica Foz do Chapecó, Campos Novos Energia (Enercan), Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), Empresa de Transmissão do Alto Uruguai (Etau), Fronteira Oeste Transmissora de Energia (Fote) e Transmissora Sul Litorânea S.A. (TSLE). "São ativos importantes que, neste momento, vão ser trabalhados quanto ao desinvestimento", afirma Schmitt.
O presidente da estatal diz que está sendo ultimada a avaliação desses ativos e que, por enquanto, não serão divulgados valores publicamente. As participações nos empreendimentos serão ofertadas separadamente, e o dirigente reitera que o objetivo é que as alienações comecem ainda neste ano. Schmitt reforça que não acredita que o resultado da eleição possa afetar a estratégia da companhia. "É uma empresa independente, que segue seu ritmo", enfatiza.
Antes do final de 2018, o Grupo CEEE também pretende realizar licitações de bens em que é controlador, como o horto florestal Giruá, propriedade de 2,4 mil hectares no município de Alegrete, e de 125 mil metros estéreos (equivalente ao volume de uma pilha de madeira de um metro cúbico) de lenha e de 18 mil metros cúbicos de toras. A estatal fez uma tentativa de repassar esses ativos em maio, mas foi malsucedida. O horto foi avaliado em R$ 59,5 milhões, e a madeira e as toras, em quase R$ 5 milhões.
Outro empreendimento controlado pelo Grupo CEEE (com 99,9% de participação) que Schmitt acredita que poderá ser colocado à venda neste ano é o projeto eólico Povo Novo, na cidade de Rio Grande. Esse complexo está inacabado, e o seu cronograma, atrasado em mais de dois anos. A companhia esperava obter recursos do Bndes ou do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para desenvolver a estrutura, porém a expectativa acabou não se confirmando. O presidente da estatal informa que 34% da obra já foi feita e que foi investido em torno de R$ 140 milhões, sendo que, para completá-la, seria necessário aplicar mais R$ 210 milhões. O parque prevê uma capacidade instalada de 52,5 MW (1,5% da demanda média de energia do Estado).
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica, no momento, o complexo eólico Povo Novo composto pelas usinas Curupira, Fazenda Vera Cruz e Povo Novo, como de baixa viabilidade, conforme Relatório de Acompanhamento das Centrais Geradoras Eólicas, publicado em agosto no site do órgão regulador. O documento aponta que a obra está paralisada, sem previsão de operação e com uma proposta de extinção da outorga em andamento.

Participações que estão no pacote

Foz do Chapecó
Foz do Chapecó Energia é a empresa detentora da concessão da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó (855 MW), instalada no Rio Uruguai, entre os municípios de Águas de Chapecó (SC), onde está a casa de força, e Alpestre (RS). A CEEE-GT (braço de geração e transmissão do grupo) tem 9% de participação.
Enercan
Campos Novos Energia S.A. - responsável por operação, manutenção e administração da Usina Hidrelétrica Campos Novos, situada entre Campos Novos e Celso Ramos, em Santa Catarina. A usina usa água do Rio Canoas e tem potência instalada de 880 MW. A participação da CEEE-GT é de 6,51%.
Ceran
A Companhia Energética Rio das Antas é responsável pelas usinas hidrelétricas Monte Claro (130 MW), Castro Alves (130 MW) e 14 de Julho (100 MW). A CEEE-GT tem 30% de participação.
Etau
Empresa de Transmissão do Alto Uruguai. Participação da CEEE-GT: 10%.
- LT Campos Novos-Lagoa Vermelha 2, em 230 kV, com extensão aproximada de 84 km;
- LT Lagoa Vermelha-Santa Marta, em 230 kV, circuito simples, com extensão aproximada de 90 km;
- SE 230 kV Lagoa Vermelha.
Fote
Fronteira Oeste Transmissora de Energia. Participação da CEEE-GT: 49%.
- LT Santo Ângelo-Maçambará, em 230 kV, com extensão aproximada de 205 km;
- LT Pinhalzinho-Foz do Chapecó-Circuito 1, em 230 kV, com extensão aproximada de 40 km;
- LT Pinhalzinho-Foz do Chapecó-Circuito 2, em 230 kV, com extensão aproximada de 40 km;
- SE 230 Pinhalzinho;
- SE 230 KV Santa Maria 3 (novo pátio).
TSLE
Transmissora Sul Litorânea S.A. Participação da CEEE-GT: 49%.
- LT Nova Santa Rita-Povo Novo, em 525 kV, com extensão aproximada de 281 km;
- LT Povo Novo-Marmeleiro, em 525 kV, com extensão aproximada de 154 km;
- LT Marmeleiro-Santa Vitória do Palmar, em 525 kV, com extensão aproximada de 52 km;
- SE 525 kV Povo Novo;
- SE 525 kV Marmeleiro;
- SE 525 KV Santa Vitória do Palmar.
Parque Eólico Povo Novo
Participação da CEEE-GT de 99,9%.
Localizado no município de Rio Grande.
*LT - Linha de Transmissão
**SE - Subestação de Energia
Fonte: Grupo CEEE
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Comentários
Carlos Roberto dos Santos 18/09/2018 13h45min
No apagar das luzes do pior governo da história do RGS, políticos comprovadamente incompetentes continuam mutilando a CEEE, que já foi dividida em 6 no desgoverno Brito, depois dividida em 3 novamente, e agora os novos negócios serão praticamente doados a elite empresarial que certamente financia esses maus gestores e seus partidos podres, pobre RGS, pobre povo gaúcho, no mundo inteiro a energia elétrica é um negócio mais rentável até do que bancos, enquanto aqui não conseguem nem manter
PAULO ROBERTO DO NASCIMENTO PAULO BRASIL 25/08/2018 18h29min
Eu não vou publicar porque os caracteres são poucos para um comentário com fundamento da causa e em especial no setor Energético e Hídrico.n
Agenval L. M. Terra 24/08/2018 12h38min
Pobre Rio Grande do Sul, um dos principais estados brasileiros e nas mãos de uma casta de políticos sem respeito e orgulho à terra gaúcha.
Ana Luíza Couto e Silva 24/08/2018 12h28min
É impressionante a incapacidade administrativa dos atuais dirigentes das estatais gaúchas. Quando até a geração e comercialização da energia elétrica se torna inviável é porque algo vai mal. Em qualquer lugar do mundo esse é um negócio lucrativo. É o Brasil vai ter que mudar......
Luciane Pilotto 24/08/2018 07h55min
Seria interessante que fosse divulgado qual o lucro ou despesa que estes investimentos proporcionam. Se o investimento proporciona lucro, não entendo o motivo de se desfazer do bem. Os investimentos em geração e transmissão sempre foram superavitários no mercado financeiro...