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Consumo

22/08/2018 - 11h49min. Alterada em 22/08 às 11h49min

Intenção de consumo das famílias cresce 0,6% em agosto, mostra CNC

Com a alta, o indicador alcançou 85,6 pontos e cresceu 3,4% de julho para agosto

Com a alta, o indicador alcançou 85,6 pontos e cresceu 3,4% de julho para agosto


TOLGA AKMEN/AFP/JC
Agência Brasil
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou o mês de agosto com leve crescimento de 0,6%, depois de dois meses consecutivos de resultados negativos: -1,8% em junho e -0,5% julho. Com a alta, o indicador divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou 85,6 pontos.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou o mês de agosto com leve crescimento de 0,6%, depois de dois meses consecutivos de resultados negativos: -1,8% em junho e -0,5% julho. Com a alta, o indicador divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) alcançou 85,6 pontos.
Na comparação mensal, o crescimento de 0,6% reflete expansão em quatro dos componentes da pesquisa, com destaque para o nível de consumo atual, que cresceu 3,4% de julho para agosto; e para a perspectiva de consumo (+1,8%).
"O movimento sugere que o susto das famílias com a greve dos caminhoneiros vai ficando para trás, na medida em que os choques de preços observados logo após a paralisação não se replicaram nas semanas seguintes?, disse Antonio Everton, economista da CNC. 
Outra consequência associada à redução do processo inflacionário é a alta mensal de 0,3% do subíndice renda atual, segundo a entidade. O nível registrado em agosto deste ano, de 99,3 pontos, é 9,2% maior do que no mesmo período do ano passado. No entanto, a entidade ressalta que mais da metade das famílias (51,5%) declarou estar consumindo menos atualmente do que há um ano, quando o indicador de consumo das famílias era de 59,3%.
Análise da CNC destaca a preocupação das famílias em relação ao mercado de trabalho, uma vez que apesar de os componentes se manterem na zona positiva, acima de 100 pontos, indicam percepções negativas de 0,4% quanto ao emprego e de -0,8% quanto às perspectivas profissionais. "Isso indica maior receio das famílias diante da incapacidade de a economia voltar a crescer e de gerar postos de trabalho de forma mais consistente", disse o economista da CNC.
Com o fraco crescimento da economia e as dificuldades de reação do mercado de trabalho, a entidade reduziu novamente a projeção das vendas do comércio varejista, que caiu de 4,8% para 4,5% em 2018.
A entidade também reduziu as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto - PIB, que passaram de 1,8% para 1,6%, entre julho e agosto. A perspectiva da entidade é que serão gerados cerca de 500 mil postos de trabalho no setor este ano.