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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
Dia do Folclore.

Jornal do Comércio

Economia

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comércio exterior

Edição impressa de 22/08/2018. Alterada em 22/08 às 01h00min

Número de empresas exportadoras brasileiras aumentou 60% em duas décadas

Brasil passou a exportar produtos que antes importava, como o trigo

Brasil passou a exportar produtos que antes importava, como o trigo


/PAULO KURTZ/EMBRAPA/DIVULGAÇÃO/JC
Agência Brasil
Em 1998, o Brasil tinha pouco menos de 19 mil empresas exportadoras. Passados 20 anos, o número de empresas brasileiras negociando com mercados internacionais saltou para 25,4 mil no ano passado, crescimento de 60%. Analisando por faixa de valor exportado, o maior crescimento foi observado no número de empresas que venderam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões: eram 611, em 1998, e chegaram a 1.373 em 2017, aumento de 124%.
O levantamento é da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A Rede CIN foi criada em 1998 para apoiar a indústria brasileira na inserção ao comércio internacional.
Em duas décadas, o Brasil conquistou 50 novos mercados e passou a exportar o que antes comprava de fora, como trigo. De acordo com a CNI, a importância do tema não se restringe ao caixa das empresas, tendo impacto também na economia do País.
Nos últimos períodos de recessão - 2001 a 2002, 2008 a 2009, 2014 a 2017 -, todos os indicadores macroeconômicos do Brasil - como Produto Interno Bruto (PIB), inflação e desemprego - pioraram. "Só o comércio exterior cresceu nesse período", informou a entidade, explicando que muitas empresas recorrem às vendas internacionais durante períodos de turbulência no mercado doméstico.
Em 2017, a Rede CIN recebeu recursos da União Europeia (UE), por meio do programa AL-Invest, para desenvolver um novo modelo de atendimento às empresas que buscam se internacionalizar, o Rota Global. Na execução do piloto do programa, 560 empresas industriais, agrícolas e de serviço passaram por um diagnóstico gratuito que avaliou a maturidade da empresa para atuar lá fora.
Destas, 406 receberam planos de negócios customizados às suas necessidades para dar os passos necessários rumo ao comércio exterior. A maioria dos participantes são micro e pequenos negócios.
Também em 2017, a CNI e o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços assinaram um acordo de cooperação técnica para integrar o Rota Global, do setor privado, ao Plano Nacional de Cultura Exportadora, do governo federal. O objetivo é oferecer consultoria completa para empresas não exportadoras empreenderem no mercado internacional, com diagnóstico, desenho de estratégia de exportação e acompanhamento da execução do plano.
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