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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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o futuro da terra

Edição impressa de 21/08/2018. Alterada em 22/08 às 13h27min

Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel é destaque na formação de agrônomos

Desde a sua fundação, Faem formou mais de 6,8 mil agrônomos

Desde a sua fundação, Faem formou mais de 6,8 mil agrônomos


UFPEL/DIVULGAÇÃO/JC
Em dezembro de 2018, a Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel (Faem) completará 135 anos de atividade formativa ininterrupta. Mais antiga instituição acadêmica gaúcha, é a faculdade que está em funcionamento há mais tempo na área de Ciências Agrárias do País. Desde a sua fundação, formou mais de 6,8 mil engenheiros-agrônomos, mais de uma centena de zootecnistas e aproximadamente mil mestres e doutores, tornando-se referência na formação de recursos humanos dessa área. "Cada egresso da pós-graduação, que resulta em atividade de pesquisa, gera publicações, algumas voltadas para a academia, outras para revistas científicas nacionais e internacionais, outras para responder demanda de agricultores", destaca o diretor da instituição, Dirceu Agostinetto.
No mercado, os recentes avanços conquistados em pesquisas realizadas pela Faem resultaram em lançamento de cultivares de aveia e manejo de culturas agrícolas - como soja, milho, arroz, espécies frutíferas de clima temperado, entre outras -, além da avaliação de qualidade de produtos, via análise de solos, e avaliação microtoxicológica, por exemplo. Na área de desenvolvimento de produtos, a avaliação de resíduos de agrotóxicos em alimentos é um dos destaques.
"É importante alertar os agricultores de que o uso incorreto de agrotóxicos, ou em época inadequada, como a colheita, pode gerar resíduos. Isso acontece muito quando não há um acompanhamento por parte de um agrônomo", observa o diretor da faculdade. Entre as linhas de pesquisa da Faem, também há destaque para aquelas voltadas ao manejo e à conservação do solo e uso adequado da água em sistemas de cultivo de arroz. Em nível de mestrado e doutorado, mais de 20 projetos estão em andamento atualmente na instituição.
Graças a trabalhos como esses, hoje em dia, qualquer empresa pode ter acesso a um genoma de arroz tolerante a doenças, e resistente a insetos e outras pragas. "Participamos de um programa internacional de sequenciamento da cultura do arroz irrigado", comenta Agostinetto.
Criada por decreto em 1883 pelo antigo imperador do Brasil, a Faem foi berço da Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) até 1934, e do segundo curso de Engenharia do País, hoje o mais antigo em funcionamento. Seu primeiro curso resultou na criação da Universidade Federal Rural do Rio Grande do Sul, mais tarde transformada em UFPel, em 1969. Atualmente, possui dois cursos de graduação (Agronomia e Zootecnia) e oito programas de pós-graduação (Fitossanidade, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Ciência e Tecnologia de Sementes, Zootecnia, Produção Agrícola Familiar, Desenvolvimento Territorial Rural, e Agronomia).
Atualmente, a instituição desenvolve pesquisas que envolvem desde bactérias, fungos, insetos, plantas daninhas, alimentação, reprodução manejo de animais (toda parte de zootécnica), melhoramento vegetal, fruticultura de clima temperado, manejo e conservação da água e do solo, pastagem, produção e beneficiamento de sementes, ciência e tecnologia de alimentos (na área de produção e pós-colheita de produtos - salames, leites, frutíferas, óleo, entre outros), e produção agrícola familiar (nas linhas de pesquisa em olericultura, em agrometeorologia, entre outras). "Em função dos nossos muitos departamentos, há pessoas trabalhando ainda na parte de alimentos, formulação de rações para animais e produção de sementes", resume Agostinetto. "Na área de ensino, é a instituição que mais gera professores capacitados na área de Agronomia no Sul do País."
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