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Mercado Imobiliário

16/08/2018 - 23h04min. Alterada em 17/08 às 11h11min

Porto Alegre vai ganhar megacomplexo comercial

Investimento de R$ 850 milhões ocupará área de 157 mil metros quadrados

Investimento de R$ 850 milhões ocupará área de 157 mil metros quadrados


/PONTO PRONTO/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
O bairro Jardim Botânico receberá, nos próximos dias, as primeiras obras do Complexo Belvedere, empreendimento que erguerá uma torre comercial, um shopping center e um hipermercado da Cia. Zaffari. O anúncio oficial do investimento, estimado em R$ 850 milhões, foi realizado nesta quinta-feira à prefeitura de Porto Alegre. A expectativa do município é de que a emissão da Licença de Instalação aconteça em no máximo 30 dias, pondo fim à tramitação do projeto, encaminhado inicialmente em 1995.
O bairro Jardim Botânico receberá, nos próximos dias, as primeiras obras do Complexo Belvedere, empreendimento que erguerá uma torre comercial, um shopping center e um hipermercado da Cia. Zaffari. O anúncio oficial do investimento, estimado em R$ 850 milhões, foi realizado nesta quinta-feira à prefeitura de Porto Alegre. A expectativa do município é de que a emissão da Licença de Instalação aconteça em no máximo 30 dias, pondo fim à tramitação do projeto, encaminhado inicialmente em 1995.
O complexo será construído no grande terreno ainda não incorporado entre a avenida Sen. Tarso Dutra e a rua Prof. Cristiano Fischer, com 157 mil m2, próximo ao próprio Jardim Botânico, que dá nome ao bairro. O terreno é da Belvedere Empreendimentos Imobiliários, empresa ligada aos proprietários da Máquinas Condor; e a concepção e a prospecção comercial estão sendo conduzidas pela administradora de condomínios Ponto Pronto.
O projeto mais avançado é o do hipermercado, único dos três empreendimentos que já possui um parceiro definido. O espaço, a ser construído e administrado pela Cia. Zaffari, terá 33,3 mil m2 de área construída, com área de venda de 15 mil m2 e 642 vagas de estacionamento. A previsão é de inauguração em 2020, com investimento de R$ 150 milhões.
A torre e o centro comercial, ambos com previsão de entrega para 2021, ainda dependem de acertos com outros parceiros, negociações que estariam em tratativas avançadas, segundo o diretor da Belvedere, André Meyer da Silva. A torre terá 32 mil m2 de área construída, com uma praça aberta ao público e uma megaloja no nível da rua, com investimento previsto de R$ 200 milhões. O shopping terá 146,5 mil m2 de área total, com oito pavimentos, sendo três para o varejo e os outros cinco para serviços e estacionamento, ao custo estimado de R$ 500 milhões.
Todos os empreendimentos serão ligados por passarelas, e devem gerar 3,8 mil empregos diretos durante a construção. Entre as contrapartidas viárias serão realizadas a construção de uma avenida ligando a Tarso Dutra à Cristiano Fischer e a implantação de um binário (sistema em que duas vias paralelas atuam com sentidos únicos opostos) envolvendo a rua Eng. Antônio Carlos Tibiriçá.
Ponto-chave do complexo, o projeto do shopping center teve de ser praticamente reinventado com as mudanças no setor e na cidade nos últimos anos. "Outro shopping tradicional não cabe mais, então é preciso construir um mix diferenciado que atenda o mercado de hoje", argumenta Meyer. A aposta será em uma oferta mais direcionada a serviços, lazer e saúde, mas com âncoras varejistas, segundo o diretor da Ponto Pronto, Rogério Wagner, que afirma já ter tratativas com algumas companhias, que, com a liberação da construção, poderão avançar.

Projeto foi protocolado em 1995 e passou por Termo de Ajustamento de Conduta

Quando se confirmar, a emissão da Licença de Instalação tirará o projeto do Belvedere do papel após 23 anos. Protocolado inicialmente em 1995 apenas como um shopping center, a proposta passou por audiências públicas em 2002, foi aprovado em 2004 e, depois, colocado em suspenso até 2006, quando os empreendedores assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público se comprometendo a readequar o projeto por conta de reservas subterrâneas de água no terreno.

"Quando você inicia o projeto, imagina que em cinco anos estará pronto. Aí passa o tempo, e não está resolvido, e você pensa que no futuro vai se resolver, e quando vê o que já investiu em tempo e dinheiro, vai seguindo", brinca o diretor da Belvedere, André Meyer da Silva, sobre ter dado continuidade à ideia. O empresário lembra que não apenas o projeto, mas a própria região se modificou muito desde o início da tramitação. Fato simbólico da demora é que, segundo os empreendedores, o contrato com a Cia. Zaffari foi assinado ainda em 2000.

Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Leandro de Lemos saudou o andamento do projeto, primeiro pela geração de empregos e renda, mas também pelo que vê como um marco da "criação de uma nova cultura" na cidade. "Queremos transformar Porto Alegre em uma cidade amiga do investidor, seja de pequeno ou de grande porte, área em que a imagem do município andava arranhada", afirmou o secretário, incluindo o Belvedere em um grupo de projetos destravados, junto ao Cais Mauá e à ampliação do aeroporto.