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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de agosto de 2018.
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consumo

Edição impressa de 16/08/2018. Alterada em 16/08 às 01h00min

Mais de 12 milhões de jovens estão com nome sujo no Brasil

Agência O Globo
Quase metade (46%) dos jovens brasileiros entre 25 e 29 anos está inadimplente. É o que apontam os dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Já entre os que têm idade de 18 a 24 anos, a proporção é de 19%. Somados, os dois grupos representam cerca de 12,5 milhões de pessoas.
Para o especialista em risco e recuperação de créditos do grupo de cobranças Cercred, Alessandre Sibinelli, os principais motivos para o endividamento entre os jovens são falta de planejamento financeiro, crescimento do desemprego e redução da renda per capita (por pessoa).
Em indicadores da empresa, as dívidas com bancos (principalmente cartão de crédito) estão em primeiro lugar, com 45%, relacionadas a itens de consumo, como vestuário, cosméticos e lazer. Em segundo aparecem os débitos com comércio (cartões de lojas), que são responsáveis por 30% das inadimplências dessa faixa etária. Em seguida vêm os gastos com telefonia celular (15%) e outros itens (10%), a exemplo de educação, água, luz e moradia.
"Um grande problema é que as pessoas utilizam o limite dos cartões como receita financeira extra, e o não pagamento de um ou mais cartões só fará aumentar o endividamento e afetar a capacidade de honrar com compromissos", opinou Sibinelli.
O especialista ainda recomenda evitar compras por impulso, reservar 10% da renda mensal para despesas emergenciais e, para quem já está negativado, negociar valores que consiga pagar, mesmo que sejam necessários prazos mais longos de parcelamento.
O volume de consumidores com restrição no CPF cresceu 4,31% na comparação entre julho deste ano e de 2017. Ao todo, o País fechou o último mês com 63,4 milhões de negativados, ou seja, 41% da população adulta.
A taxa de inadimplência entre pessoas físicas avançou 1,47% na comparação anual. O avanço mais expressivo, segundo a estatística por setor, foi o das contas de serviços básicos, como água e luz, que tiveram alta registrada de 7,66% na comparação entre o mês de julho de 2017 e de 2018. Em seguida aparece o número de dívidas bancárias, incluindo cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, que subiu 6,90%.
 
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Comentários
Francisco Berta Canibal 16/08/2018 07h20min
Tenho conhecimento, que uma menina que se formou há pouco tempo, encerrou sua conta no Banco do Brasil, e como os funcionários não conseguem fazer esta simples operação, inscreveram por R% 15,00 esta menina no Serasa. Então tem muita má vontade entre os autênticos devedores e os que são muito mau atendidos por estas organizações ditas públicas que são verdadeiros corporativismos e só. Por isto um tal candidato diz que vai resolver, são valores mínimos a maioria.