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Porto Alegre, quinta-feira, 09 de agosto de 2018.
Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Alterada em 09/08 às 13h55min

Construção civil mantém nível de ocupação estagnado na RMPA

Lúcia (esquerda) advertiu que não há muita razão para comemorar os dados da construção civil

Lúcia (esquerda) advertiu que não há muita razão para comemorar os dados da construção civil


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Adriana Lampert
Importante para a absorção de mão de obra na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), a construção civil registrou uma pequena elevação no índice de ocupação em 2017, quando comparado ao ano anterior, com aumento de 2 mil pessoas atuando no segmento.
Segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgados nessa quinta-feira (9) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-RS), embora pequena, a elevação de ocupados na construção contrasta com o conjunto total da ocupação no mercado de trabalho da RMPA, que diminuiu 3,6% (com a perda de 60 mil pessoas com trabalho frente a 2016), atingindo um total de 1,627 milhão de trabalhadores.
“Há quem enxergue o aumento de 2017 como uma retomada do emprego, mas a verdade é que 2016 foi o pior ano para o mercado da construção”, adverte a economista e coordenadora da pesquisa pelo Dieese-RS, Lúcia Garcia. Ela opina que, apesar de alguns economistas afirmarem que o mercado de trabalho está em fase de recuperação do emprego e da renda, o patamar atual na Região Metropolitana de Porto Alegre é de “três palmos acima do fundo do poço” – com o agravante do aumento de relações trabalhistas precarizadas e perda de rendimentos no caso da construção.
“Considerando os índices que o segmento apresentou em anos como 2012, com 128 mil trabalhadores na RMPA, e 2014, com 126 mil pessoas ocupadas na Capital e região, a construção se encontra em uma situação desvantajosa”, assinala a coordenadora do estudo. A economista chama a atenção ainda para o fato de que o segmento emprega 7,5% de toda a mão de obra ocupada na RMPA e que um “conjunto grande de pessoas depende da renda” originada pelo segmento.
“A maioria (97%) dos trabalhadores é formada por homens entre 30 e 59 anos, chefes de família (responsáveis pela sobrevivência de outras pessoas), com ensino fundamental incompleto”, resume Lúcia. A análise setorial foi feita com base na PED de 2017, pois a pesquisa foi interrompida em março deste ano após extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE) que concentrava as informações, coordenava a consolidação das informações coletadas por pesquisadores que entrevistavam moradores para compor a amostra do levantamento.
A pesquisa foi feita em conjunto com a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) e Dieese por 26 anos. “Este foi um esforço dos profissionais do Dieese, no sentido de fornecer informações confiáveis sobre o mercado de trabalho na Capital e região”, destacou a coordenadora da PED pela FEE, Iracema Castelo Branco.
Lúcia lamenta não poder "contar com a fundação pública para gerar informações socioeconômicas fundamentadas". Ela ressalta que o Dieese-RS tem dados relacionados a mais duas edições da PEDs, que serão divulgados nos próximos meses e tratarão sobre o mercado de trabalho para jovens e a população negra.
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