Porto Alegre, sábado, 14 de março de 2020.
Dia Nacional da Poesia. Dia do Vendedor de Livros.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Agronegócios

06/08/2018 - 16h44min. Alterada em 06/08 às 16h44min

Guerra fiscal entre EUA e China levará à valorização da soja brasileira

Alta na cotação da oleaginosa deve encarecer a ração destinada à pecuária

Alta na cotação da oleaginosa deve encarecer a ração destinada à pecuária


Divulgação/JC
A guerra fiscal entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias globais, poderá levar a uma valorização da soja no mercado brasileiro, o que deve encarecer a ração destinada à pecuária, disse nesta segunda-feira (6) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Jorge.
A guerra fiscal entre Estados Unidos e China, as duas maiores economias globais, poderá levar a uma valorização da soja no mercado brasileiro, o que deve encarecer a ração destinada à pecuária, disse nesta segunda-feira (6) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Jorge.
De acordo com o ministro, que participou de almoço-debate promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), se a China parar de comprar soja dos produtores norte-americanos, a demanda chinesa passará a ser suprida pelo grão produzido em solo brasileiro, o que levaria ao aumento do preço da oleaginosa.
"A ração é um produto importante que vai para o gado, que é um produto importante das exportações brasileiras", disse o ministro, acrescentando que no médio prazo o acirramento da tensão comercial entre EUA e China poderá trazer efeitos negativos por conta guerra comercial potencial. Outro fator que, segundo Jorge, tem sempre que ser levado em conta "é que qualquer diminuição de troca comercial e de fluxo no mundo vai impactar todos os países". "Então o que nós defendemos é um multilateralismo e o livre comércio", acrescentou.
No momento, segundo Marcos Jorge, o comércio exterior brasileiro ainda não está sentindo os efeitos do recrudescimento das relações comerciais entre Estados Unidos e o gigante asiático.
"O que nós levamos para o governo chinês, quando da reunião bilateral que tivemos entre o presidente Temer e o presidente Xi Jinping em Johannesburgo, foi a possibilidade de a China estar abrindo a porta para derivados da soja, como óleo e soja moída", disse o ministro, para quem tal transação serviria também, além do acesso a mercado e adensamento das nossas exportações, como potencial regulador de mercado."Estamos atentos e tomando medidas para que não tenhamos prejuízos às nossas exportações", afirmou.