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Porto Alegre, segunda-feira, 06 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Alterada em 06/08 às 11h14min

Lucro ajustado da BB Seguridade vai a R$ 910,0 milhões no 2º trimestre

Holding concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil

Holding concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
A BB Seguridade, holding que concentra os negócios de seguros do Banco do Brasil, anunciou lucro líquido ajustado de cerca de R$ 910,0 milhões no segundo trimestre deste ano, 4,8% menor que em idêntico intervalo de 2017, de R$ 956,306 milhões. Em relação aos três meses anteriores, porém, teve leve alta de 0,28%.
O grupo destaca, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o desempenho do segundo trimestre pode ser explicado pela contração de 34,1% do resultado financeiro combinado das coligadas e controladas, impactado pela queda na taxa média Selic, com efeito negativo na remuneração dos títulos pós-fixados, e pela abertura da curva de juros futuros, gerando resultado negativo de marcação a mercado dos títulos pré-fixados classificados na categoria para negociação.
"Por outro lado, o resultado operacional não decorrente de juros registrou aumento de 5,4% sobre igual período de 2017, decorrente em grande parte do crescimento nas receitas com taxa de gestão e melhora do índice de eficiência na Brasilprev associado à menor sinistralidade no IRB", acrescenta a BB Seguridade, no documento.
O lucro contábil da companhia, que considera eventos extraordinários, foi a R$ 1,062 bilhão no segundo trimestre, 11,1% maior que há um ano. Já na comparação com o trimestre anterior avançou 19,8%.
Dentre os fatos não recorrentes no período de referência, conforme a BB Seguridade, está o efeito positivo de R$ 231,771 milhões por conta de adequação de teste de passivos, conforme circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), e o efeito negativo de R$ 79,349 milhões por conta de recomposição do saldo de sinistros a recuperar de resseguro equalização do saldo de depósitos de terceiros.
No primeiro semestre, o lucro líquido da BB Seguridade somou R$ 1,817 bilhão, cifra 6,8% menor que um ano antes, de R$ 1,949 bilhão. Já o seu volume total de prêmios emitidos de seguros, contribuições de previdência e arrecadação com títulos de capitalização foi a R$ 26 bilhões, queda de 10,25% em um ano.
De abril a junho, o volume de total de prêmios somou R$ 13,268 bilhões. O volume é 6,44% inferior ao registrado em idêntico período do ano passado, de R$ 14,181 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, de R$ 12,7 bilhões, a cifra foi 4,2% maior.
A BB Seguridade encerrou junho com R$ 10,846 bilhões em ativos totais, 5,8% maior em um ano, de R$ 10,256 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, cresceu 10,6%.
O patrimônio líquido da holding somou R$ 9,266 bilhões, elevação de 6,7% ante um ano. Já em relação aos três meses anteriores caiu 5,4%. Seu retorno ajustado (RSPL) ficou em 39,7% no segundo trimestre, recuo de 0,3 ponto porcentual ante o trimestre anterior, de 40,4%. Em um ano recuou 4,8 p.p. uma vez que estava em 44,5%. Trata-se do terceiro trimestre consecutivo de queda da rentabilidade da BB Seguridade.
A coligada SH2 da BB Seguridade, que responde pelos segmentos de seguro patrimonial e de automóvel, viu seu lucro líquido encolher 58,1% no segundo trimestre em relação a um ano antes, para R$ 26 milhões. Apesar do prejuízo operacional da companhia ter diminuído no período, o resultado financeiro foi o menor dos últimos trimestres, impactado por uma Selic baixa, contribuindo para a queda do resultado consolidado.
As carteiras de seguro patrimonial e de automóvel serão recompradas pela sócia espanhola Mapfre, conforme acordo anunciado em junho último. De abril a junho, os prêmios emitidos nesses segmentos alcançaram R$ 2,1 bilhões, retração de 4,3% ante um ano antes. Conforme a BB Seguridade, a queda é explicada em grande parte pelo menor volume de vendas em danos (-14,9%), parcialmente compensada pela evolução dos prêmios nos segmentos de automóveis (+4,0%) e demais (+6,2%).
Já a coligada SH1, que responde pelas áreas de seguro de vida, habitacional e rural, registrou retração de 10,5% em seu lucro líquido do segundo trimestre ante um ano antes, para R$ 370 milhões. Os prêmios emitidos registraram crescimento de 11,8%, suportados pelo desempenho nos segmentos de prestamista (+41,4%), habitacional (+9,6%), vida (+8,5%) e rural (+7,7%).
Conforme a nova parceria firmada entre BB Seguridade e Mapfre, antecipada pela Coluna do Broadcast, ambas permanecem sócias apenas nos segmentos de seguro de vida e rural contemplados na Mapfre SH1. A coligada vai agregar ainda os canais massificados (affinity). Já as carteiras de seguro de automóvel e grandes riscos, concentradas na Mapfre BB SH2, voltam para as mãos da seguradora espanhola, que desembolsará R$ 2,4 bilhões pela operação após a sua conclusão.
A Brasilprev, que responde pela operação de previdência privada do grupo, registrou evolução de 14,2% em seu lucro líquido do segundo trimestre, para R$ 297 milhões, em relação ao mesmo período de 2017. O crescimento, conforme explica a BB Seguridade, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foi sustentado pelo aumento de 14,5% das receitas com taxa de gestão e pela melhora de 6,1 pontos porcentuais no índice de eficiência.
No trimestre, o volume de contribuições de previdência se contraiu 13,6% em relação ao segundo trimestre do ano passado, desempenho explicado pela queda no fluxo de planos VGBL na modalidade de contribuição esporádica. Ao final de junho de 2018, as reservas de previdência alcançaram saldo de R$ 242,5 bilhões, crescimento de 12,6% em 12 meses.
Já o segmento de capitalização, cujos resultados são concentrados na Brasilcap, na qual a BB Seguridade tem uma parceria com a Icatu Seguros, apresentou prejuízo líquido de R$ 654 mil, ante um lucro líquido de R$ 44,7 milhões no mesmo período de 2017.
"O resultado financeiro negativo em R$ 11,7 milhões foi o principal motivo que levou a companhia a registrar prejuízo, impactado pela contração de 3,0 p.p. na margem financeira de juros, explicada tanto pela queda na taxa média Selic como pela abertura na curva de juros futuros, e pela retração de 3,2% no saldo médio de ativos rentáveis", explica a empresa.
A arrecadação com títulos de capitalização atingiu R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 19,9% sobre o mesmo intervalo de 2017.
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