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Mercado Financeiro

30/07/2018 - 18h48min. Alterada em 30/07 às 18h47min

Bolsas dos EUA voltam a fechar em baixa com recuo de techs e BCs no radar

Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta segunda-feira (30) em forte baixa, à espera das decisões de política monetária de grandes bancos centrais, e com ações de empresas de tecnologia exercendo pressão em meio a balanços desfavoráveis para o setor.
Os mercados acionários americanos encerraram o pregão desta segunda-feira (30) em forte baixa, à espera das decisões de política monetária de grandes bancos centrais, e com ações de empresas de tecnologia exercendo pressão em meio a balanços desfavoráveis para o setor.
O índice Dow Jones encerrou a sessão em queda de 0,57%, aos 25.306,83 pontos; o S&P 500 recuou 0,58%, aos 2.802,60 pontos; e o Nasdaq fechou em baixa de 1,39%, aos 7.630,00 pontos. O subíndice de tecnologia do S&P 500 liderou as perdas e caiu 1,78%, aos 1.239,79 pontos.
Os balanços decepcionantes de Facebook e Twitter novamente exerceram pressão negativa nas bolsas nova-iorquinas. A perspectiva de que o sentimento é negativo para as ações de tecnologia de forma geral fez com que Facebook (-2,19%), Twitter (-8,03%) e Netflix (-5,03%) entrassem em "bear market", que ocorre quando o ativo recua 20% em relação a um pico recente. Apesar dos tropeços das techs, a temporada de balanços em geral continua forte. Até a última sexta-feira, 83% das empresas do S&P 500 haviam registrado lucros mais fortes do que o esperado e 73% haviam registrado receita superior às estimativas, de acordo com a FactSet.
Os resultados, junto com os dados econômicos positivos dos Estados Unidos, têm sustentado o avanço do Dow Jones e do S&P 500 por quatro semanas consecutivas. Na avaliação de Richard Golinski, diretor de investimentos da BOS, que administra US$ 4,5 bilhões em ativos, os investidores estão "repensando as techs até certo ponto" devido a problemas recentes da Netflix e do Facebook. "Não acho que vai ser o começo de uma grande onda de vendas", disse, acrescentando que, para o mercado atingir esse ponto, outros grandes nomes como Amazon e Apple teriam de enfrentar problemas.
O grande próximo desafio para as techs será às 17h30 de terça-feira, quando a Apple deverá divulgar seus resultados referentes ao período entre abril e junho. Para Golinski, setores como consumo básico, energia e finanças são consideradas áreas mais seguras e com bons rendimentos.
Já o diretor-presidente da Farr, Miller & Washington, Michael Farr, comentou que sua empresa reduziu as posições em tecnologia nas últimas semanas porque "a valuation está muito alta". Mas, como Golinski, ele não acredita que os problemas recentes enfrentados pelas techs fossem necessariamente um sinal de um transtorno maior e advertiu que "o funeral não pode começar a ser planejado ainda". Para Farr, "a economia permanece sólida - as techs forneceram a liderança. Acho que é muito cedo para pôr fim a essa tendência em particular".
Nesse sentido, os indicadores acionários não apresentaram baixa mais acentuada devido à força dos bancos. À espera de reuniões de bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) e o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), os agentes voltaram a comprar ações de instituições financeiras em meio a expectativas com uma possível mudança na política da autoridade monetária japonesa as quais possam sinalizar um possível enxugamento da liquidez. O Goldman Sachs subiu 0,55%, o JPMorgan avançou 0,60% e o Citigroup ganhou 0,84%.