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Porto Alegre, segunda-feira, 30 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Inovação

Edição impressa de 30/07/2018. Alterada em 29/07 às 23h00min

Projeto espanhol previne AVC com uso de Big Data

Iniciativa deve fornecer informações mais precisas para diagnósticos

Iniciativa deve fornecer informações mais precisas para diagnósticos


/INDRA/DIVULGAÇÃO/JC
Patricia Knebel
Tratar de maneira inteligente os dados armazenados no histórico de saúde de pacientes pode ser a forma mais eficaz de prevenir e melhorar tratamento médico. E é essa a aposta da espanhola Indra, companhia de tecnologia e consultoria global, com o P-Ictus.
O projeto tem como finalidade criar uma solução para a prevenção do AVC em pacientes de risco, a partir do conhecimento extraído com tecnologias Big Data do histórico de saúde digital e outras fontes não clínicas de pacientes. A iniciativa tem orçamento previsto de € 2 milhões e deverá fornecer informações mais precisas para os diagnósticos, melhorando o tratamento dos pacientes.
"Esse é o único projeto que consegue, usando Big Data, fazer uma análise criteriosa do histórico de saúde de cada pessoa, cruzando as informações de saúde dos prontuários médicos com dados demográficos", comenta o gerente de saúde na Indra e coordenador do projeto, Carlos Gutiérrez.
Os testes para o projeto acabaram de ser iniciados na Espanha e devem ser finalizados até o primeiro trimestre de 2019. A partir de então, será avaliado e, caso esteja aprovado, poderá ser usado comercialmente.
A solução deverá ser usada, principalmente, por instituições de saúde para avaliar o histórico de pacientes, o que deve trazer benefícios também para os usuários finais, na medida em que poderão contar com tratamento e prevenção adequados. A partir disso, espera-se resultados positivos em cadeia. "As operadoras de planos de saúde poderão identificar seus gastos e direcionar os usuários para melhores práticas dentro desse universo, como, por exemplo, o mapeamento de custos do pronto-socorro versus os de consultas agendadas, integração de dados de hospitais públicos para evitar a duplicidade de diagnósticos ou a perda de informações relevantes sobre o histórico de cada um", destaca Gutiérrez.
Para o desenvolvimento desse projeto está sendo utilizada como fonte de informação principal a Unidade de Ictus do Hospital San Pedro de Alcántara, de Cáceres, na Espanha. Basicamente, são extraídos os dados de pacientes que tenham registrado um AVC, como os registrados em outras seções do seu histórico clínico, como hospitalizações, recaídas, medicamento ou testes diagnósticos realizados. Essas informações serão reunidas com outros dados sociodemográficos, econômicos, climatológicos, de poluição e sociais para melhorar o posterior processo de estratificação individual.
Gutiérrez relata que toda essa informação será tratada com técnicas Big Data de análise estatística. Assim, será possível facilitar a criação de novos algoritmos baseados em modelos físicos e matemáticos, que permitirão gerar conhecimento sobre a prevenção e o diagnóstico dos diferentes tipos de AVC. Os resultados obtidos facilitarão o desenvolvimento de regras e modelos baseados na evidência científica, que serão integrados a uma ferramenta de apoio à tomada de decisões acessível para os profissionais.
A solução desenvolvida vai gerar o primeiro sistema de informação gerado a partir dos dados armazenados nos históricos de saúde dos sistemas de informação sanitária. "Em todos os setores se fala do potencial das técnicas de Big Data em saúde, mas, até agora, ninguém está conseguindo aplicá-las em dados clínicos relevantes validados por profissionais sanitários, como diagnósticos, antecedentes ou alergias", diz Gutiérrez. O P-Ictus é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e pelo Centro para o Desenvolvimento Tecnológico Industrial.
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