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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Agronegócios

Edição impressa de 27/07/2018. Alterada em 27/07 às 01h00min

Mecanização reduz em 10% mão de obra rural

A cada máquina comprada, quatro trabalhadores foram dispensados

A cada máquina comprada, quatro trabalhadores foram dispensados


/EDUARDO SEIDL/ARQUIVO/JC
A mecanização da produção agrícola reduziu em 10% o número de trabalhadores no campo nos últimos 11 anos, segundo o Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE. Enquanto o número de tratores aumentou 49,7% ou mais 407.916 unidades em relação à pesquisa anterior, realizada em 2006, o número de trabalhadores no setor foi reduzido em 1,5 milhão de pessoas, para 15 milhões em 2017. O grupo de ocupados no setor inclui os produtores, parentes, empregados temporários e permanentes dos estabelecimentos. Em 2017, 73% ou 11 milhões desses ocupados tinham laço de parentesco com os produtores.
A pesquisa também mostra que, nos últimos 11 anos, uma área do tamanho do Acre passou a ser usada para atividades agropecuárias, florestais e de aquicultura, totalizando 350,25 milhões de hectares ou 41% do total do território brasileiro. Isso significa um incremento de 5% ou 16,57 milhões de hectares. Essa expansão se deu praticamente no Pará, cuja área ocupada por estabelecimentos agropecuários teve adição de 6,75 milhões de hectares, principalmente para pastagem, e no Mato Grosso (mais 6,14 milhões de hectares, principalmente de lavouras). Antonio Carlos Florido, coordenador técnico do Censo, disse que é natural que a expansão tenha se dado nesses dois estados porque "é onde há mata para ser explorada, ainda". Já o número de estabelecimentos caiu 2% ou menos 103 mil, para 5,072 milhões entre 2006 e 2017.
Já a área produtiva brasileira, ou seja, que é usada por lavouras, pastagens e matas plantadas, cresceu apenas 2,27% desde o último Censo Agro, de 2006, para 230.474.265 milhões de hectares ou 27% do total do território brasileiro. Em 2006 representava 26,47%. E 7% do território brasileiro está ocupado só com lavouras.
Com relação ao tamanho das propriedades, houve aumento tanto em número (mais 3,28 mil) quanto em área (16,3 milhões de hectares) dos estabelecimentos maiores, a partir de 1.000 hectares. Eles já representam 47,5% da área total. Em 2016 representavam 45% do total ocupado com atividades agropecuárias, florestais e de aquicultura.
Já os estabelecimentos de 100 a menos de 1.000 hectares perderam participação na área total, passando de 33,8% para 32%. Houve, entre esses estabelecimentos, uma redução de 4.152 unidades e de 814.574 hectares. Já nos estratos intermediários (menos de 100 ha), a participação se manteve praticamente estável.
Em relação ao uso da terra, entre 2006 e 2017 a área usada por lavouras permanentes, como frutas e café, por exemplo, caiu 32%, enquanto a destinada a lavouras temporárias, como grãos e cana-de-açúcar, cresceu 13,2%. A área de pastagem natural caiu 18,7% e as destinadas às pastagens plantadas cresceu 9,1%. O Censo mostra, ainda, que as áreas de mata natural em estabelecimentos agropecuários cresceram 11,4% e as florestas plantadas, destinadas à silvicultura, cresceram 80%.
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