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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de julho de 2018.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

Edição impressa de 19/07/2018. Alterada em 18/07 às 22h58min

Indústria de implementos aumenta vendas em 52%

Desempenho anima setor ao indicar a recuperação da economia

Desempenho anima setor ao indicar a recuperação da economia


/RANDON/DIVULGAÇÃO/JC
Roberto Hunoff, de Caxias do Sul
O resultado de emplacamentos de implementos rodoviários no primeiro semestre de 2018 aponta para a recuperação do setor esperada para esse ano. De janeiro a junho foram entregues ao mercado interno 38.648 unidades ante 25.307 no mesmo período de 2017, alta de 52%.
"O desempenho positivo anima o setor como um todo porque reflete o início da recuperação da economia", avalia Norberto Fabris, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). Pondera, no entanto, ser preciso considerar que a indústria passou por perdas elevadas nos últimos anos.
No primeiro semestre de 2018, o segmento pesado (reboques e semirreboques) registrou desempenho de quase 80% acima do mesmo período de 2017. Em seis meses foram emplacadas 19.415 unidades ante 10.802 no primeiro semestre do ano passado. Em alguns modelos, a variação supera os 100%, caso dos equipamentos dolly, com alta de 151%, com total de 1.648 unidades; e do baú lonado, com 126%, somando 1.661 produtos. Os modelos graneleiros seguem na liderança, com 4.869 unidades, incremento de 103%. Com saldo negativo aparecem equipamentos para o transporte de toras, com 15%, e silos, 47%.
No segmento leve (carroceria sobre chassis) a indústria também registra variação positiva. No primeiro semestre de 2018 foram entregues ao mercado 19.233 produtos contra 14.505 em igual período de 2017, o que representa aumento de 32,5%. O único segmento que ainda apresenta queda é o de betoneira, com 20%. "Esse mercado sinaliza que o segmento de construção civil ainda não está no mesmo ritmo dos demais", explica.
Outra mudança significativa é na maior participação dos veículos pesados, que nos anos anteriores representavam em torno de 35% a 40%. No primeiro semestre respondem por 50,2% do total vendido, sete pontos acima do mesmo período do ano passado.
A crise econômica, segundo Fabris, causou perdas ao setor que correspondem a cerca de dois terços do mercado doméstico, tomando por base o volume de emplacamentos de 2013. Naquele ano, a indústria vendeu 177.876 unidades. Assim, a perda chegou a aproximadamente 119 mil unidades.
Para o presidente, o ambiente atual de recuperação favorece a adoção de novas estratégias por parte das empresas, incluindo a busca pelo mercado externo. "As missões ao Panamá e México, realizadas esse ano, corroboram a visão que a indústria deve ampliar sua atuação no exterior", afirma. Até maio, no entanto, os embarques externos são 29% inferiores ao consolidado nos cinco primeiros meses de 2017. São 1.108 unidades contra 1.562.
 

Atividade metalúrgica tem queda de 10% na receita e afeta faturamento

As indústrias representadas pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) tiveram desempenho negativo de 10% em maio, comparativamente ao mês de abril, em Caxias do Sul. Por decorrência, o faturamento está em patamares quase 50% abaixo do registrado 10 anos atrás. A paralisação dos caminhoneiros gerou prejuízo de R$ 250 milhões.

O presidente da entidade, Reomar Slaviero, destaca que a queda acumulada nas receitas nos últimos três anos chegou a 38,7%. O crescimento de 8,89% no faturamento de 2017 recuperou apenas parcialmente as perdas acumuladas nos dois anos anteriores.

O saldo de empregos na indústria de Caxias segue melhorando em 2018. O setor fechou os cinco primeiros meses do ano com resultado positivo de 3.134 postos de trabalho. O setor projeta receita na ordem de R$ 13,3 bilhões para este ano, representando elevação de 7% em relação a 2017. No entanto, a queda estimada de 25% nas receitas de maio, em razão da greve, deve reduzir esta perspectiva.

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