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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

11/07/2018 - 12h02min. Alterada em 12/07 às 09h19min

Greve dos caminheiros faz indústria gaúcha cair 11% em maio

Segmento de alimentos liderou a queda, com 3,16% de recuo, após sofrer mais com a greve de caminhoneiros

Segmento de alimentos liderou a queda, com 3,16% de recuo, após sofrer mais com a greve de caminhoneiros


MPT-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
A produção industrial do Rio Grande do Sul recuou 11% em maio frente a abril, em mais um indicador negativo do período e que é associado à greve dos caminheiros. A queda do segmento gaúcho foi levemente maior que a do Brasil, que teve redução de 10,9% no mesmo mês. No confronto com o mesmo mês de 2017, a indústria regional cai também com força, cravando 10,8%. Nessa comparação, o Rio Grande do Sul ficou muito pior que a média brasileira, que apresentou queda de 6,6%. 
Os dados da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14 dos 15 estados tiveram queda. Apenas Pará teve alta na produção frente ao mês anterior, de 9,2%, depois de cair 8,5% em abril. O IBGE confirmou que a paralisação dos caminhoneiros, que começou no fim de maio e teve efeitos ainda nos primeiros dias de junho, afetou o processo de produção no País. A maior queda foi no Mato Grosso (-24,1%), depois vem Paraná (-18,4%), Bahia (-15%), Santa Catarina (-15%) e São Paulo (-11,4%). O Rio Grande do Sul teve a sexta maior queda.

A evolução por setores reforça tombo em maio

A PIM mostra que o comportamento dos setores é bem diverso quando são observados em maio, no acumulado do ano e em 12 meses. Em maio, o segmento de alimentos liderou a queda, com 3,16% de recuo. Durante a greve, indústrias como a de carnes, beneficiamento de ovos e de laticínios registraram quedas na atividade devido à interrupção do fluxo da matéria-prima para as unidades. Houve casos como de uma empresa de ovos que distribuiu galinhas para a população, pois não teria ração para alimentar os animais.
Depois de alimentos, produtos de fumo e máquinas e equipamentos tiveram as maiores quedas, com -1,74% e -1,23% respectivamente. O confronto dos números é com o mesmo mês de 2017. Dos 14 setores medidos apenas metalurgia não teve desempenho negativo ao ostentar 0,1% de avanço. Na lista das quedas, também figuram produtos de fumo (-0,55%), alimentos (-0,53%) e produtos químicos (-0,53%). 
De janeiro a maio, seis dos 14 setores tiveram alta na produção, com destaque para veículos automotores, reboques e carroceiras. No ano, a indústria acumula saldo positivo de 0,2%. Já em 12 meses, a queda é de 0,2% e oito dos 14 setores tiveram recuos. Máquinas (-0,7%) e alimentos (-0,56%) lideraram queda. Já fumo teve alta de 0,6%, maior entre as áreas apuradas.    
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