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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Economia

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Tecnologia

Notícia da edição impressa de 11/07/2018. Alterada em 11/07 às 01h00min

Brasil melhora em ranking de inovação com 126 países

Suíça se mantém na liderança global entre os mais inovadores

Suíça se mantém na liderança global entre os mais inovadores


/FABRICE COFFRINI /AFP/JC
O Brasil subiu cinco posições no Índice Global de Inovação de 2018, mas ainda está longe de ser uma potência inovadora e, mesmo na América Latina, não consegue ficar entre os três países que são referência no tema. No ranking deste ano, o País ocupa a 64ª posição entre as 126 economias avaliadas, segundo classificação anual divulgada ontem. O índice é calculado em conjunto pela Universidade Cornell, a faculdade de administração Insead e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi).
A Suíça se manteve na liderança do ranking global, enquanto a China entrou na lista das 20 economias mais inovadoras. Os Estados Unidos caíram da 4ª para a 6ª posição. No caso do Brasil, mesmo quando o recorte é regional, o País ainda está distante de ser uma liderança em inovação. Na América Latina e no Caribe, o País aparece em sexto lugar em uma relação de 18 economias - os três primeiros são Chile, Costa Rica e México. Segundo o ranking, o Brasil tem desempenho melhor em gastos com pesquisa e desenvolvimento, importações e exportações líquidas de alta tecnologia, qualidade de publicações científicas e universidades. Nesse último item, os destaques são as paulistas USP e Unicamp e a carioca UFRJ.
A sofisticação de negócios também é um ponto forte, com boa absorção de conhecimento, segundo o índice. Mas algumas fragilidades impedem o Brasil de melhorar sua classificação. Dentro da área instituições, a principal é o ambiente para negócios (110º) e a burocracia para abrir uma empresa - o País ocupa a 123ª colocação em facilidade de iniciar um empreendimento.
No quesito sofisticação de mercado, são apontadas dificuldades em crédito (104º), enquanto em infraestrutura o problema é na formação bruta de capital fixo (104º) - ou investimento para ampliar a capacidade produtiva. Para Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice é importante para definir novas políticas do País. "Com a nova revolução industrial que está por vir, a inovação ganha um novo peso no desenvolvimento e na competitividade das nações, e o Brasil deve se dirigir para esse caminho", afirma.
Heloísa Menezes, diretora técnica e presidente em exercício do Sebrae, afirma que as pequenas empresas podem desempenhar um papel importante na inovação, porque são "força social e econômica fundamental" para o desenvolvimento do Brasil.
CNI e Sebrae são parceiros de conhecimentos do índice, ao lado da Confederação das Indústrias Indianas, da equipe Strategy& da PwC, e de um conselho consultivo de especialistas internacionais.
 
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