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10/07/2018 - 01h00min. Alterada em 10/07 às 01h00min

Empresários do Sul querem fundo orçamentário

Lideranças empresariais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná vão reforçar a mobilização pela criação de fundo para viabilizar recursos voltados ao desenvolvimento da Região Sul. A decisão foi tomada durante reunião do Fórum Empresarial Sul, que congrega as entidades empresariais dos três estados, realizada na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, ontem.

Lideranças empresariais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná vão reforçar a mobilização pela criação de fundo para viabilizar recursos voltados ao desenvolvimento da Região Sul. A decisão foi tomada durante reunião do Fórum Empresarial Sul, que congrega as entidades empresariais dos três estados, realizada na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, ontem.

Participaram as Federações das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Santa Catarina (Fiesc) e Paraná (Fiep), além das federações do comércio, agricultura, transporte e Sebrae, entre outras entidades do Sistema S. O presidente da Fiergs, Gilberto Petry, lembrou que a criação de um fundo tem o objetivo de resolver os gargalos logísticos e focar no desenvolvimento regional. "A ideia é sensibilizar os representantes no Parlamento para que se movimentem nesse sentido, inclusive junto à presidência da República", declarou. Ao final do encontro, foi assinado um documento no qual as federações industriais também defendem a aprovação do Programa Gás para Crescer e o fortalecimento do Sistema S.

Em um primeiro momento, o Sul propõe a criação de um fundo orçamentário e, depois, passaria a ser um fundo constitucional, nos moldes dos já existentes Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), Fundo de Desenvolvimento da Amazônia, Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Dados do Ministério da Integração mostram que em 2017 os fundos do Centro-Oeste viabilizaram mais de
R$ 8 bilhões, os do Nordeste mais de R$ 16 bilhões e os do Norte mais de R$ 4 bilhões para as respectivas regiões. A implantação desse sistema no Sul viabilizaria projetos importantes para a região mediante o mínimo comprometimento de custos governamentais.

O vice-presidente e diretor de acompanhamento e recuperação de créditos do BRDE, Neuto Fausto De Conto, lembrou que a Constituição Federal de 1988 criou os fundos constitucionais no Brasil e 22 unidades da federação são beneficiadas por eles, contudo o Sul não está contemplado.