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mercado financeiro

09/07/2018 - 08h06min. Alterada em 09/07 às 08h05min

Bolsas asiáticas sobem com falta de novidades no âmbito comercial

As bolsas asiáticas fecharam com sólidos ganhos nesta segunda-feira (9), lideradas pelos mercados chineses, em meio à falta de novidades no embate comercial entre EUA e China, que no fim da semana passada confirmaram a imposição de tarifas a bilhões de dólares em produtos um do outro. Contribuiu também para o sentimento positivo na Ásia o bom desempenho das bolsas de Nova Iorque, que avançaram em seu último pregão na esteira de dados encorajadores do mercado de trabalho americano.
As bolsas asiáticas fecharam com sólidos ganhos nesta segunda-feira (9), lideradas pelos mercados chineses, em meio à falta de novidades no embate comercial entre EUA e China, que no fim da semana passada confirmaram a imposição de tarifas a bilhões de dólares em produtos um do outro. Contribuiu também para o sentimento positivo na Ásia o bom desempenho das bolsas de Nova Iorque, que avançaram em seu último pregão na esteira de dados encorajadores do mercado de trabalho americano.
Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,47% hoje, a 2.815,11 pontos, exibindo sua maior valorização diária em dois anos. Isso veio depois de o Xangai acumular perdas por sete semanas consecutivas, o que não ocorria há seis anos e meio. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, teve alta de 2,51%, a 1.574,54 pontos.
Na última sexta-feira (06), os EUA impuseram tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses, indo adiante com planos anunciados em meados do mês passado. Também como prometido, a China retaliou em seguida, aplicando tarifa idêntica sobre o mesmo montante em bens americanos.
Um dia antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que outros US$ 16 bilhões em produtos da China estariam sujeitos a tarifas em duas semanas e acrescentou que avaliava a possibilidade de punir mais US$ 500 bilhões em bens do gigante asiático.
Embora continue no radar, o impasse comercial não teve novos desdobramentos significativos desde então, passando a ficar relativamente em segundo plano após a divulgação do último relatório de empregos dos EUA.
Em junho, a economia americana criou 213 mil postos de trabalho, mais do que as 195 mil vagas previstas por analistas, e houve revisão para cima dos números dos dois meses anteriores. Em reação parcial aos dados, os mercados acionários de Wall Street fecharam no azul na sexta, ainda que certos aspectos do relatório não tenham agradado, como um inesperado aumento na taxa de desemprego e um avanço menor do que o esperado dos salários.
Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei subiu 1,21% hoje em Tóquio, a 22.052,18 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,57% em Seul, a 2.285,80 pontos, o Taiex registrou ganho de 1,05% em Taiwan, a 10.720,28 pontos, e o Hang Seng se valorizou 1,32% em Hong Kong, a 28.688,50 pontos. De modo geral, esses mercados foram favorecidos por ações de tecnologia, depois que o Nasdaq subiu 1,3% em Nova York na sexta. A fabricante chinesa de smartphones Xiaomi, porém, caiu 1,2% em sua estreia em Hong Kong, depois de levantar US$ 4,7 bilhões por meio de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações.
Na Oceania, a bolsa australiana atingiu nova máxima em dez anos e meio, impulsionada pelos gigantes da mineração BHP Billiton (+2,1%) e Rio Tinto (+1,4%), após notícia de que a britânica BP lidera uma disputa para comprar ativos de óleo de xisto da BHP nos EUA. O S&P/ASX 200 subiu 0,22% em Sydney, a 6.286,00 pontos.